A defesa de Felipe Cançado Vorcaro voltou a solicitar, na terça-feira (22), que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), analise o pedido de revogação da prisão preventiva do investigado, apresentado há três meses.
No dia anterior, os advogados haviam requerido ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o processo fosse devolvido ao relator original para apreciar a questão da liberdade. O gabinete da Presidência informou, porém, que a relatoria permaneceu com Mendonça e que houve apenas o envio dos autos à chefia do Tribunal.
Fachin determinou a remessa à Presidência de duas petições ligadas a Mendonça: uma relacionada à operação Compliance Zero (caso Master) e outra à operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. O despacho incluiu a transferência de todos os processos conexos. A defesa de Vorcaro sustenta que a medida paralisou a tramitação da Petição 15.873 e impediu o relator de examinar o pedido de revogação.
Os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver argumentaram que o caso de Felipe Vorcaro possui objeto distinto e não envolve acusações contra ministros do STF.
Felipe Vorcaro, primo do dono do Banco Master, foi preso temporariamente em 7 de maio de 2026, durante a quinta fase da Compliance Zero, procedimento que também apontou vínculos entre ele e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A detenção foi fundamentada pela suposta posição central no esquema investigado e por uma tentativa de fuga na segunda fase. Dias depois, Mendonça converteu a prisão temporária em preventiva.
Investigação da Polícia Federal indica que Vorcaro integra o quadro societário de 105 empresas ativas. Os inquéritos apontam que ele atuaria como operador financeiro de Daniel Vorcaro, realizando movimentações societárias e financeiras de interesse do grupo, inclusive operações classificadas como vantagens destinadas a Nogueira.
Outros alvos do caso Master também apresentaram pedidos de liberdade. Daniel Vorcaro solicitou a revisão de sua preventiva, e Fabiano Zettel, cunhado de Daniel, fez requerimento semelhante.
Com informações de Gazeta do Povo
