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Chanceler de Cuba agradece Brasil, México e Espanha por oposição a eventual ação militar dos EUA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, agradeceu neste sábado (18) aos governos do Brasil, da Espanha e do México — liderados por Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum — pelo comunicado conjunto em que os três países se posicionam contra uma possível intervenção militar dos Estados Unidos na ilha, cogitada pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Em mensagem publicada na rede X, Rodríguez afirmou que, diante da intensificação do bloqueio norte-americano “a níveis extremos”, do “cerco energético” e de “constantes ameaças” de Washington, a nota divulgada pelos três governos é “digna e solidária”. O chanceler destacou que o texto expressa preocupação com a situação humanitária em Cuba, conclama à adoção de medidas para aliviar o cenário e pede respeito à integridade territorial do país. Ele acrescentou ser “urgente” respeitar a Carta da ONU, os princípios de autodeterminação, independência e soberania dos povos e a abstenção do uso da força.

O documento, publicado ao fim do fórum Mobilização Progressista Global, realizado em Barcelona com a presença dos três presidentes, manifesta “enorme preocupação” com a crise humanitária que afeta a população cubana, defende ações que não agravem as condições de vida nem violem o Direito Internacional e assume o compromisso de ampliar, de forma coordenada, a resposta humanitária destinada à ilha.

Em outra publicação, Rodríguez elogiou Lula por declarações feitas durante o evento. O presidente brasileiro afirmou que os problemas de Cuba “são dos cubanos” e pediu o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O chanceler cubano agradeceu a “denúncia enfática” do petista contra as sanções de Washington.

No fim de janeiro, Trump anunciou tarifa sobre países que exportam petróleo para Cuba, justificando que a ilha permite a instalação de bases militares e de inteligência de adversários dos EUA. Na sequência, países fornecedores, como o México, suspenderam os embarques. O bloqueio, somado ao veto norte-americano a envios de petróleo venezuelano desde a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética cubana, provocando apagões diários. Em março, a Casa Branca autorizou entregas pontuais de petróleo russo.

Trump tem dito que Cuba poderá ser o próximo alvo militar dos Estados Unidos após as operações na Venezuela e no Irã, afirmando que o país está “em colapso” e mencionando a possibilidade de uma ação na ilha assim que o conflito no Irã termine. Na quarta-feira (15), o jornal USA Today noticiou que o Pentágono intensifica o planejamento para uma eventual operação em território cubano.

Com informações de Gazeta do Povo

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