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OEA elogia condução do 1º turno no Brasil e aponta riscos para o 2º

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Carter Center divulgaram nesta terça-feira, 6/10, relatórios preliminares sobre o primeiro turno das eleições brasileiras. Ambos os documentos ressaltam a eficiência do processo de votação e listam pontos de atenção para a etapa final marcada para 25 de outubro.

No parecer da OEA, a missão de 91 observadores de 23 nacionalidades destacou a capacidade técnica, logística e organizacional demonstrada pelas autoridades eleitorais. O grupo registrou a agilidade na divulgação dos resultados e a transparência geral do sistema, recomendando a continuidade do aperfeiçoamento e a proteção permanente da integridade do modelo eletrônico de votação.

O texto elogiou a inexistência de participação das Forças Armadas na fiscalização e auditoria das urnas, fato diferente do verificado em 2022, quando o organismo considerou essa presença inédita no país e na América do Sul.

Entre os alertas, a OEA mencionou o ambiente de forte polarização política, a judicialização de temas eleitorais, confrontos pessoais e a circulação de conteúdos que buscam gerar desconfiança sobre o sistema de votação. A organização avaliou ser essencial garantir segurança jurídica aos candidatos e partidos no segundo turno.

O relatório ainda fez referência à nota encaminhada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. No documento, o ministro expressou preocupação com decisões recentes da Corte Suprema relacionadas ao pleito.

A missão da OEA esteve presente em 21 unidades federativas, no Distrito Federal e em seis cidades no exterior, após chegar ao país de forma escalonada a partir de 25 de setembro.

Em comunicado separado, o Carter Center, chefiado por Jennie Lincoln, considerou a eleição bem organizada e transparente. A entidade registrou satisfação pelo reconhecimento dos resultados por todos os partidos e direcionou o foco para o segundo turno. O centro enfatizou que medidas adotadas pelo TSE no campo digital e o investimento contínuo em tecnologia proporcionaram uma experiência de voto robusta e inclusiva, com apuração concluída poucas horas após o encerramento da votação.

Com informações de Metrópoles

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