O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a minimizar, nesta segunda-feira (28), o impacto financeiro da suspensão das plataformas de apostas digitais definida na sexta-feira (25). Segundo ele, a medida não acarretará prejuízos aos clubes de futebol, que, na sua avaliação, já dispõem do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para profissionalizar a gestão.
Lula mencionou que títulos mundiais de Flamengo, Corinthians, Grêmio e Internacional foram conquistados em períodos anteriores ao atual patrocínio das chamadas “bets”. Ele acrescentou que o governo analisa formas de apoiar as equipes, enquanto entidades da Série A do Campeonato Brasileiro alertam para perdas financeiras com o fim dos contratos de patrocínio.
No mesmo dia, o governo federal informou ter derrubado 506 sites de apostas esportivas considerados irregulares após a proibição. A ação, conduzida pelos ministérios da Justiça e da Fazenda, buscou bloquear o acesso às plataformas não autorizadas e impedir a abertura de novos endereços eletrônicos.
As autoridades também identificaram anúncios de casas de apostas em redes sociais e solicitaram uma reunião com representantes de Meta, Google e TikTok para tratar da remoção desse tipo de publicidade.
O decreto que vetou as apostas digitais foi assinado a pouco mais de uma semana das eleições em que Lula busca a reeleição. Durante o anúncio, o presidente comparou o vício em jogos de aposta à dependência química e mencionou o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras.
Dados do governo indicam que, em 2025, cerca de 25 milhões de brasileiros movimentaram aproximadamente R$ 220,6 bilhões em apostas, gerando arrecadação de R$ 9 bilhões. O setor havia sido regulamentado em 2023.
Com informações de Gazeta do Povo
