Pesquisadores da University of East Anglia, no Reino Unido, relataram nesta segunda-feira (7/9) que o medicamento CADD522, inicialmente criado para bloquear uma proteína associada ao crescimento e à metástase de diferentes tipos de câncer, apresentou resultados promissores contra a osteoporose em modelo animal de menopausa.
O estudo foi publicado na revista npj Drug Discovery, do grupo Nature. Durante oito semanas, o fármaco foi administrado em comprimidos a ratas geneticamente modificadas para reproduzir alterações hormonais típicas do período pós-menopausa. Os testes indicaram melhora significativa na saúde óssea, com estímulo ao crescimento dos ossos, efeito que difere de terapias atuais focadas apenas em interromper o desgaste da estrutura.
Além do impacto positivo sobre a densidade óssea, as cobaias que receberam o CADD522 perderam peso mesmo ingerindo a mesma quantidade de alimento que o grupo de controle. Os animais apresentaram menor percentual de gordura corporal e menos depósitos de gordura na medula óssea, condição relacionada à progressão da osteoporose nesse estágio da vida.
Exames do tecido cerebral evidenciaram reversão de algumas alterações em ácidos graxos normalmente observadas após a menopausa. O pesquisador Darrell Green afirmou que a equipe não avaliou diretamente a memória ou a capacidade de raciocínio, mas considerou que o achado levanta a hipótese de o composto vir a auxiliar no tratamento de problemas de saúde mais amplos associados à menopausa.
Os autores classificam o trabalho como preliminar e destacam a necessidade de pesquisas mais amplas, que incluam voluntários humanos. Green observou que os tratamentos disponíveis atualmente enfrentam limitações, como efeitos colaterais, preocupações de segurança e regimes de dosagem que dificultam o uso prolongado.
Com informações de Metrópoles
