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Operação Overclean mantém Vicentinho Júnior e três deputados sob investigação às vésperas das eleições

Reportagem publicada em 28 de agosto pelo jornal O GLOBO aponta que o candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), e os deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) e Dal Barreto (União Brasil-BA) continuam investigados na Operação Overclean, que examina suposto desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações com prejuízo calculado em R$ 1,4 bilhão.

A Polícia Federal trabalha na elaboração de relatórios sobre a conduta de cada parlamentar a pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro. Entre os citados, apenas Vicentinho Júnior não busca a reeleição; ele nega qualquer ligação com o esquema.

No centro do inquérito está o empresário José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo, indiciado com outras 24 pessoas. De acordo com os investigadores, o grupo desviava recursos de emendas destinadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) a prefeituras que firmariam contratos fraudulentos com apoio de servidores corrompidos. Os crimes atribuídos incluem organização criminosa, fraude em licitação, peculato, obstrução de justiça e corrupção ativa e passiva.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques depois que as apurações alcançaram Elmar Nascimento, detentor de foro privilegiado. A PF solicitou nova prisão do Rei do Lixo após identificar destruição de provas e criação de empresas para manter o esquema, mas o pedido foi negado pelo ministro.

O relatório principal com a lista de indiciados foi remetido em janeiro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A Procuradoria-Geral da República confirmou não haver, até o momento, parecer ou denúncia sobre o material recebido, sem informar motivo para a demora.

Vicentinho Júnior afirma publicamente que não existe fato novo contra ele e cita decisão do STF que afastaria seu nome do processo. O candidato declarou que adversários utilizam o tema na campanha, anunciou que deixará de participar de debates e desafiou opositores a apresentarem provas de envolvimento.

O Rei do Lixo, integrante da cúpula nacional do União Brasil, mantém relações com o vice-presidente do partido, ACM Neto, candidato ao governo da Bahia, e com o presidente da legenda, Antonio Rueda. Ele foi preso na primeira fase da Overclean ao lado de Alex Rezende Parente, flagrado com R$ 1,5 milhão em espécie em um jatinho, e ambos foram liberados por decisão da desembargadora Daniele Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Também figuram entre os indiciados Lucas Maciel Lobão e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do DNOCS na Bahia.

A indefinição sobre eventual denúncia ou arquivamento mantém a Operação Overclean como ponto de incerteza para as candidaturas dos investigados, deixando ao eleitor a avaliação política do caso nas urnas.

Com informações de Atitude Tocantins

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