A Polícia Civil de Goiás localizou e prendeu, na segunda-feira (31/8), no estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Anderson Barbosa e Mauricio Correa Silvério da Silva. Os dois estavam foragidos e são apontados como suspeitos de participação na chacina ocorrida em 11 de agosto, no Setor Parque Lago, em Formosa (GO), região do Entorno do Distrito Federal.
A ação foi conduzida pela 11ª Delegacia Regional de Polícia de Formosa em conjunto com o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Com as novas prisões, todos os envolvidos que tinham mandados expedidos no curso das investigações encontram-se à disposição da Justiça.
Além de Rodrigo e Mauricio, também é investigado Matusalém Silvério da Silva, policial militar da reserva e pai de Mauricio. Ele se entregou em 14 de agosto em uma delegacia de São Luís de Montes Belos (GO) e foi detido na mesma data.
O trio é suspeito de ter matado a tiros quatro homens: Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, conhecido como Tarobá, e Luiz Antônio Rodrigues, chamado de Nego. Duas vítimas foram encontradas dentro de uma caminhonete e outras duas caídas na via pública.
Três dias após o crime, em 14 de agosto, a Polícia Civil deflagrou operação para cumprir ordens judiciais. Na ocasião, um dos investigados foi capturado, e mandados de busca e apreensão resultaram na apreensão de armas de fogo, munições, celulares e outros materiais de interesse. Mesmo assim, dois suspeitos conseguiram fugir e, posteriormente, foram rastreados até o Rio de Janeiro.
De acordo com o inquérito, a cobrança de uma dívida de R$ 250 mil teria motivado o assassinato. As investigações indicam que as vítimas teriam ido à residência do policial para exigir o pagamento e foram mortas dentro da caminhonete. O militar é apontado como autor dos disparos, com participação do filho e de um terceiro homem.
Na madrugada de 13 de agosto, os três suspeitos chegaram a se apresentar na delegacia de Formosa acompanhados de um advogado, mas foram liberados por não haver mandados de prisão em aberto. Em vídeo publicado nas redes sociais, o policial alegou legítima defesa. Segundo ele, o filho o avisou por telefone que estava sendo perseguido por integrantes de um grupo de São Paulo; momentos depois, os supostos perseguidores teriam chegado à casa da família e efetuado disparos, um deles partindo de dentro da caminhonete e atingindo o vidro do imóvel. O policial afirmou que não pretendia que ocorressem mortes, mas que não permitiria que o filho fosse responsabilizado pela dívida.
O inquérito prossegue para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir a responsabilidade individual dos envolvidos.
Com informações de Metrópoles
