A eleição deste ano para a Assembleia Legislativa do Tocantins apresenta um cenário inédito em Dianópolis. Após mais de duas décadas, o município conta com apenas um nome local oficialmente lançado para disputar uma das cadeiras do Parlamento estadual: o fisioterapeuta André Cavalari, de 35 anos, servidor público concursado, ex-vereador e ex-diretor do Hospital de Dianópolis, filiado ao PSDB.
Parte das lideranças políticas da cidade optou por apoiar candidatos de outras regiões do Estado, movimento que, segundo Cavalari, costuma ser visto como caminho “mais fácil” por causa da estrutura de campanhas já consolidadas. Mesmo assim, o candidato decidiu manter sua postulação e afirmou que pretende defender as pautas e demandas do Sudeste tocantinense no debate estadual.
Cavalari declarou que respeita as escolhas políticas locais, mas ressaltou a necessidade de analisar os efeitos dessas decisões para a região. Ele avaliou que, se os eleitores continuarem escolhendo representantes de fora por considerarem a disputa menos complexa, os resultados obtidos no passado tendem a se repetir. Segundo o candidato, a população demonstra desejo de renovação política, desenvolvimento regional e oportunidades para a juventude nos espaços de decisão.
O fisioterapeuta observou ainda que a sede do Legislativo estadual, denominada Palácio João D’Abreu em homenagem a um deputado do Sudeste, atualmente não conta com representantes da região. Ele afirmou que sua candidatura se apresenta como alternativa para ampliar a discussão sobre o futuro regional, sem se colocar como única detentora da representatividade.
Para Cavalari, o Sudeste tocantinense, formado por municípios com características próprias em saúde, infraestrutura, educação, turismo, produção rural e desenvolvimento econômico, precisa participar diretamente das definições de prioridades e investimentos do Estado. O candidato destacou que a região reúne algumas das cidades mais antigas e tradicionais do Tocantins e possui potencial que deve ser considerado nas decisões públicas.
O pleito de 2022, segundo ele, difere dos anteriores, quando a divisão interna entre três ou quatro nomes locais dificultava a eleição de um representante do Sudeste. Com candidatura única no município que possui o maior colégio eleitoral da região, Cavalari avaliou que as chances de sucesso deixam de ser distantes e passam a ser reais. O resultado será conhecido nas urnas, mas o quadro atual já provoca reflexão sobre a participação política regional na composição da Assembleia Legislativa.
Com informações de Atitude Tocantins
