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Estados Unidos rejeita apoiar retorno de María Corina Machado e critica politização após terremotos

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado enfrenta resistência do governo norte-americano para viabilizar seu retorno à Venezuela. Na última semana, ela foi impedida de embarcar em um voo do Panamá para Caracas, fato que expôs divergências sobre seu apoio em Washington.

Ao jornal Axios, um alto funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou que a iniciativa de Machado de tentar regressar ao país gerou, segundo ele, um drama desnecessário ao Departamento de Estado e caracterizou a atitude como oportunismo político grotesco.

Veículos de imprensa norte-americanos atribuíram o impedimento da viagem a um suposto pedido do presidente Donald Trump. Interlocutores do governo dos EUA ouvidos pelo Metrópoles negaram essa versão e explicaram que, no momento, Washington não pode facilitar a volta de Machado porque concentra esforços no apoio à Venezuela após os terremotos que atingiram o país.

Procurado, o Departamento de Estado não comentou diretamente o episódio que barrou a líder opositora, mas ressaltou que considerar temas políticos sensíveis neste contexto seria contraproducente para as ações de resposta à tragédia. De acordo com a pasta, o governo Trump está totalmente focado em manter uma atuação rápida e eficaz diante dos abalos sísmicos.

María Corina Machado recebeu sinalizações positivas de Donald Trump quando se consolidou como principal voz da oposição durante o governo de Nicolás Maduro. O apoio ganhou força depois de o Conselho Nacional Eleitoral vetá-la como candidata nas eleições contra Maduro, então há mais de uma década no poder e acusado de aparelhar as instituições estatais.

À época, Machado aproximou-se do discurso de Trump e chegou a dedicar o Prêmio Nobel da Paz que recebeu ao líder norte-americano. Após os Estados Unidos retirarem Maduro do poder, ela manteve a expectativa de assumir a Presidência da Venezuela, o que não ocorreu.

Dias antes de declarar Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como presidente interina, Trump avaliou que María Corina era uma mulher muito simpática, mas sem o apoio ou o respeito do país. A decisão marcou o início do distanciamento da Casa Branca em relação à opositora, que continua evitando críticas diretas a Washington, mas também não conta com apoio firme da capital norte-americana.

Com informações de Metrópoles

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