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Dark Horse obtém registro inicial da Ancine para exibição no Brasil

O filme Dark Horse, que relata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu o Registro de Obra Estrangeira (ROE) da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A concessão, publicada em 8 de julho de 2026, representa a primeira etapa burocrática para a exibição comercial da produção no país.

O pedido do ROE foi apresentado pela distribuidora Europa Filmes, segundo apuração do site Metrópoles divulgada nesta terça-feira (7). Tratado como obra estrangeira, o longa ainda passará por novas fases regulatórias antes de ter a data oficial de estreia definida.

Em nota, a Europa Filmes informou que segue conduzindo os trâmites regulatórios, comerciais e operacionais necessários e que o cronograma de lançamento será divulgado quando essas etapas forem concluídas.

O próximo procedimento exigido é a solicitação do Certificado de Registro de Título (CRT), documento que oficializa o cadastro da obra na Ancine. Apenas após a emissão do CRT será possível requerer a classificação indicativa ao Ministério da Justiça e finalizar as demais exigências legais para o lançamento.

Antes do protocolo do registro, a Ancine abriu apuração para esclarecer a natureza da produção e a atuação da produtora Go Up Entertainment, a fim de determinar se o filme deveria ser classificado como brasileiro ou estrangeiro realizado em território nacional. Durante a análise, foram entregues contratos, plano de filmagem e informações sobre profissionais estrangeiros envolvidos, com o objetivo de possibilitar a correta enquadramento da obra segundo a legislação audiovisual.

Paralelamente, a Entre Investimentos, empresa relacionada ao financiamento do longa, passou a ser investigada pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A companhia teria transferido mais de R$ 26 milhões, entre fevereiro e abril de 2025, para uma consultoria de tecnologia que responde a outros processos por supostos repasses ilegais. A investigação não indica participação da produção cinematográfica ou da família Bolsonaro nos fatos analisados.

De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Entre Investimentos foi utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para encaminhar recursos ao filme. Já o deputado federal Mario Frias (PL-RJ), roteirista do projeto, afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária na produção nem na empresa responsável, tendo apenas autorizado o uso dos direitos de imagem da família.

A produtora Go Up Entertainment tem, entre suas controladas, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que é alvo de suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de internet wi-fi em bairros da capital.

Com informações de Gazeta do Povo

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