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ANTT substitui contrato da R7 Facilities por acordo de R$ 38,1 milhões com empresa também investigada

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) encerrou a relação com a R7 Facilities, alvo da Operação Dissímulo da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), e firmou novo contrato para terceirização de mão de obra com a Esplanada Serviços Terceirizados. O valor anual passou de R$ 25,7 milhões para R$ 38,1 milhões, enquanto a empresa escolhida também é investigada no mesmo inquérito.

A R7 Facilities fornecia quase 200 profissionais de apoio administrativo à agência desde 2023. Em fevereiro daquele ano, a PF e a CGU deflagraram a operação contra a R7 e outras companhias que, segundo as investigações, seriam controladas de forma oculta pelo policial civil aposentado e ex-deputado distrital Carlos Tabanez. As suspeitas incluem fraudes em licitações, falsidade ideológica e estelionato, com uso de laranjas para esconder a real administração dos negócios.

Seis dias após a ação policial, a ANTT renovou o compromisso com a R7 por mais 12 meses, última decisão assinada pelo então diretor-geral Rafael Vitale. Em agosto, porém, a autarquia iniciou novo processo licitatório devido a problemas relatados na execução, como interrupções de serviço, falta de pagamento aos trabalhadores e atrasos em benefícios.

A licitação concluída em outubro escolheu a Esplanada Serviços Terceirizados, que também é citada na Operação Dissímulo e, conforme a CGU, passou a responder a Processo de Apuração de Responsabilidade. O contrato foi assinado em 13 de outubro por R$ 29,2 milhões, totalizando 189 terceirizados, e contou com a assinatura do atual diretor-geral, Guilherme Theo Sampaio, aliado de Vitale.

Em 14 de novembro, a ANTT elevou o número de profissionais para 220, aumento de 16%, e o valor para R$ 34,5 milhões. Ainda naquele mês, houve acréscimo na previsão de deslocamentos aéreos: de um para dez por mês, com mais diárias. Em março, nova alteração adicionou dez trabalhadores, totalizando 230. Com isso, o custo anual alcançou R$ 38,1 milhões, 30,2% acima do montante inicial.

A média de gastos por funcionário subiu de R$ 143.458,99 no vínculo anterior para R$ 165,5 mil no atual, variação de 15,4%. Mesmo assim, a ANTT afirma não haver irregularidades. A agência informou ter conduzido o Pregão Eletrônico nº 90009/2025 dentro das normas, ressaltou que a empresa apresentou toda a documentação exigida e não possuía impedimentos legais.

Segundo a autarquia, consultas a sistemas oficiais não indicaram restrições e nenhum órgão recomendou a inabilitação da Esplanada. A ANTT também declarou que parte da diferença de valores resulta de reajustes e repactuações obrigatórias previstos em lei, rejeitando a conclusão de acréscimo contratual de 30,2% ou extrapolação do limite legal de 25%.

Com informações de Metrópoles

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