Familiares de Janilto Batista Belém, policial militar da reserva morto a facadas, cobram celeridade nas investigações que apuram o crime ocorrido em setembro de 2025 no Jardim Aureny IV, região sul de Palmas. O corpo do ex-militar foi encontrado próximo a um ponto de ônibus, a poucos metros de um bar, com seis perfurações provocadas por arma branca.
A filha da vítima, Thais Rejane Carvalho, relatou que a dor da perda se mistura à sensação de indignação. Segundo ela, o pai era paciente, utilizava o diálogo na educação dos filhos e sempre os incentivou a estudar; a família, acrescentou, convive com tristeza, saudade e um sentimento de impunidade.
O irmão Janio Belém afirmou esperar que o suspeito seja preso, classificando o crime como covarde e dizendo que Janilto era tranquilo e dedicado à família. Outro irmão, Jairo Batista, lembrou que o militar trabalhou 30 anos na corporação, ingressando em 1993 e aposentando-se há três anos como 1º Tenente. Segundo ele, o parente não portava arma fora do serviço e tinha postura humilde, o que reforça a revolta dos parentes diante da morte.
No dia do assassinato, um vigia de posto de combustíveis acionou a polícia após visualizar uma pessoa aparentemente sem vida. A Secretaria de Segurança Pública informou que o inquérito se encontra na fase final e deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário em breve. A apuração é realizada pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, que não divulgou detalhes para evitar prejuízo às investigações.
Com informações de G1
