Na noite desta segunda-feira, uma viatura da Polícia Militar do Tocantins colidiu com o poste de sustentação de um semáforo no cruzamento da Avenida Beira Rio com a Avenida Pará, no centro de Gurupi. Informações apuradas pelo jornalista Jair Inocêncio indicam que a equipe da Rádio Patrulha se deslocava para atender uma ocorrência e trafegava com sinais sonoros e luminosos acionados no momento do acidente.
O choque ocorreu quando a viatura ingressou no cruzamento e encontrou um automóvel conduzido por uma mulher, que atravessava a via com o sinal verde. Para evitar a colisão direta com o carro, o policial que dirigia a viatura desviou abruptamente, perdeu o controle da direção e atingiu a estrutura metálica do semáforo.
A parte frontal do veículo oficial ficou severamente danificada, e o suporte da sinalização foi destruído. Nenhum policial teve ferimentos graves. Equipes de apoio da Rádio Patrulha registraram o boletim de ocorrência e organizaram o fluxo de veículos na região. A perícia técnica foi acionada para analisar o local e elaborar o laudo sobre as causas do acidente.
O registro em Gurupi destaca a complexidade da preferência de trânsito para veículos de emergência em relação à sinalização semafórica. O artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro garante prioridade a viaturas de polícia e socorro em serviço com dispositivos de alarme sonoro e iluminação intermitente, mas a jurisprudência e manuais de direção defensiva da Secretaria Nacional de Segurança Pública apontam que essa prerrogativa não é absoluta. Mesmo em situações de urgência, o condutor deve reduzir a velocidade ao aproximar-se de cruzamentos e assegurar que os demais motoristas, muitas vezes amparados pelo sinal verde, percebam a aproximação da viatura.
A manobra rápida do militar evitou consequências mais graves e, segundo os manuais citados, reforça a necessidade de capacitação contínua em direção defensiva para operações de resgate e policiamento.
Com informações de Atitude Tocantins
