Faltando poucos meses para as eleições gerais, líderes de partidos de direita avaliam que a multiplicidade de pré-candidaturas e as discussões públicas entre aliados podem comprometer o desempenho do grupo nas urnas. Parlamentares ouvidos em 13 de maio de 2026 afirmam que a coesão é necessária para avançar na disputa presidencial e na corrida ao Senado.
Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, o senador licenciado Jorge Seif (PL-SC) disse que o eleitorado conservador deve concentrar o apoio em candidatos com chances reais de chegar ao segundo turno, estratégia que ele classificou como “voto útil”. Segundo o parlamentar, a dispersão de nomes reduz a possibilidade de vitória e, por isso, a “união” se torna prioridade.
Seif mencionou o crescimento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, mas ponderou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém poder político relevante e dispõe da máquina pública. O senador destacou que, de 2023 até o momento, os programas sociais “praticamente dobraram”, cenário que ele interpreta como favorecimento eleitoral financiado com recursos federais.
Além da disputa pelo Planalto, a direita considera estratégica a eleição de senadores. Em vários estados, há previsão de mais de dois nomes alinhados ao campo conservador para as duas vagas em jogo, situação vista como arriscada. O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) qualificou essa fragmentação como “burrice” e afirmou esperar que eventuais desistências evitem a pulverização de votos, pois, na análise dele, a presença de três concorrentes pode resultar na derrota de todos.
O deputado Osmar Terra (PL-RS) avaliou que divergências são naturais no período pré-eleitoral, mas defendeu maior capacidade de diálogo interno. De acordo com o parlamentar, a direita precisa desenvolver mecanismos de debate e de decisão que conduzam as diferentes correntes “na mesma direção”.
Com informações de Gazeta do Povo
