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Mapa mais detalhado da teia cósmica é obtido com dados do James Webb

Astrônomos produziram o retrato mais preciso já alcançado da teia cósmica, estrutura formada por filamentos de matéria escura e gás que interligam galáxias em todo o Universo. O trabalho utilizou observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, e foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Riverside (UCR).

Segundo a equipe, a análise permitiu visualizar essa rede quando o cosmos tinha aproximadamente um bilhão de anos, período muito anterior aos 13,8 bilhões de anos estimados para a idade atual do Universo. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal.

Os dados vieram do projeto COSMOS-Web, o maior levantamento já realizado com o JWST. A iniciativa cobre uma área do céu equivalente a cerca de três luas cheias e busca mapear a distribuição de galáxias ao longo da história cósmica.

Em operação desde 2021, o James Webb dispõe de instrumentos infravermelhos capazes de detectar galáxias distantes e pouco luminosas que não eram visíveis para telescópios anteriores. Essa sensibilidade possibilita observar regiões obscurecidas por poeira e, devido ao tempo que a luz leva para chegar à Terra, acessar períodos extremamente remotos.

Hossein Hatamnia, estudante de pós-graduação da UCR e autor principal do estudo, afirmou que o observatório transformou a forma de investigar a evolução de galáxias e aglomerados ao longo de bilhões de anos. Ele destacou que os novos mapas exibem muito mais detalhes do que registros obtidos anteriormente pelo Telescópio Espacial Hubble.

Para Bahram Mobasher, professor de física e astronomia da mesma universidade, o avanço ocorre porque o JWST detecta um número maior de galáxias fracas e mede distâncias com maior precisão. Essa combinação permite posicionar cada objeto em seu contexto temporal exato, resultando em representações tridimensionais mais fiéis e revelando múltiplas estruturas onde antes se via apenas uma.

A equipe disponibilizou publicamente um catálogo com cerca de 164 mil galáxias, mapas de densidade cósmica e um vídeo que ilustra a evolução da teia ao longo de bilhões de anos. O estudo contou com a participação de cientistas dos Estados Unidos, Dinamarca, Chile, França, Finlândia, Suíça, Japão, China, Alemanha e Itália.

Com informações de Olhar Digital

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