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Ciro Gomes confirma que não disputará a Presidência e mantém pré-campanha ao governo do Ceará

O ex-ministro Ciro Gomes comunicou ao PSDB, na segunda-feira (11), que não participará da disputa pela Presidência da República nas próximas eleições e que concentrará esforços na pré-candidatura ao governo do Ceará, cujo lançamento oficial está previsto para o próximo fim de semana.

A decisão foi repassada por telefone ao presidente nacional do partido, deputado Aécio Neves (MG). Segundo nota divulgada pelo dirigente, a legenda dará prioridade à consolidação do nome de Ciro no cenário estadual, buscando fortalecer a sigla na região Nordeste. A cúpula partidária, que inclui o senador Tasso Jereissati (CE), pretende usar a candidatura como instrumento de resistência à polarização política nacional e seguirá debatendo internamente o nome que representará o PSDB na corrida ao Palácio do Planalto.

Ciro Gomes retornou ao PSDB após 15 anos no PDT, legenda da qual se afastou em razão de divergências internas relacionadas à aproximação com o governo federal. Ele já concorreu à Presidência em quatro ocasiões, sendo a mais recente em 2022, quando obteve cerca de 3% dos votos válidos. Entre 1991 e 1994, exerceu o mandato de governador do Ceará durante sua primeira passagem pelo partido.

O anúncio modifica a dinâmica das alianças regionais no estado, onde o PSDB busca retomar protagonismo no Executivo. A formalização da pré-candidatura abrirá a montagem do palanque estadual, que servirá de base para os postulantes ao Legislativo da coligação.

A publicação original aponta que a retirada de Ciro da disputa nacional indica pragmatismo eleitoral, com o objetivo de recuperar capital político em seu reduto histórico após o desempenho limitado no último pleito presidencial. A avaliação é de que, ao optar pela eleição estadual, ele procura evitar isolamento político e oferecer ao partido uma vitrine competitiva em um estado considerado estratégico, enquanto a sigla tenta se reorganizar diante da fragmentação da chamada terceira via e da hegemonia dos blocos polarizados no cenário federal.

Com informações de Atitude Tocantins

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