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Oposição planeja usar Caso Master na eleição de 2026 após rejeição de relatório de CPI

A maioria dos senadores rejeitou, na terça-feira (14), o parecer da CPI do Crime Organizado que apontava supostos crimes de responsabilidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. O texto, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), recomendava o indiciamento dessas autoridades. Com a decisão, as apurações parlamentares sobre o chamado Caso Master foram interrompidas.

Diante da derrota no Legislativo, parlamentares de oposição articulam transformar o episódio em bandeira eleitoral para 2026. O grupo pretende levar às ruas a alegação de que houve blindagem de autoridades e pretende reforçar candidaturas ao Senado que defendam a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Suprema Corte.

Ministros do STF citados no relatório reagiram. Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República que investigue o relator da CPI por possível abuso de poder. Mendes e Dias Toffoli classificam a iniciativa parlamentar como tentativa de gerar dividendos eleitorais e de macular a imagem do Judiciário.

O Caso Master envolve suspeitas de influência indevida e infiltração de grupos de poder em estruturas estatais. A polêmica ganhou força após manobras no Congresso identificadas pela oposição como forma de barrar investigações, entre elas a troca de membros da comissão pelo bloco conhecido como Centrão.

Ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral alertam que ataques que coloquem em dúvida a integridade das instituições podem resultar em punições, inclusive inelegibilidade. Segundo eles, a Justiça Eleitoral pode enquadrar tais condutas como abuso de poder político, impedindo críticos da Corte de disputar cargos nas próximas eleições.

Com informações de Gazeta do Povo

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