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Anthropic recorrerá à Justiça após classificação de risco imposta pelo Pentágono

O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, confirmou na noite de quinta-feira (5) que a startup foi oficialmente rotulada pelo governo dos Estados Unidos como risco para a cadeia de suprimentos do Departamento de Defesa (DOD) e afirmou que a empresa acionará a Justiça para contestar a decisão.

Amodei declarou que a Anthropic não encontrou alternativa além do processo judicial depois de receber a designação, que impede a participação da companhia em contratos governamentais. Segundo ele, o impasse teve início quando a empresa solicitou salvaguardas para impedir o uso de seus modelos de inteligência artificial, o Claude, em armas totalmente autônomas ou em vigilância doméstica em massa, enquanto o DOD pedia acesso irrestrito à tecnologia para qualquer finalidade legal.

A classificação foi comunicada por meio de publicações em redes sociais na sexta-feira passada (27), antes de ser oficializada na quinta-feira (5). De acordo com o executivo, a Anthropic é a única empresa norte-americana a receber publicamente essa restrição, medida normalmente aplicada a organizações de países considerados adversários, como a chinesa Huawei.

Com a nova exigência, fornecedores e contratados do setor de defesa devem atestar que não utilizam os modelos da Anthropic em trabalhos vinculados ao Pentágono. Ainda não está claro se essas empresas poderão continuar empregando a tecnologia da startup em projetos sem relação militar. Amodei ressaltou que a medida não limita o uso do Claude nem os negócios da companhia fora de contratos específicos com o Departamento de Guerra.

A Microsoft, que anunciou em novembro intenção de investir até US$ 5 bilhões (R$ 26,3 bilhões) na Anthropic, informou que seus advogados analisaram a designação e concluíram que os produtos da startup permanecem disponíveis para clientes que não sejam o DOD.

Em julho, a Anthropic assinou contrato de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) com o Departamento de Defesa e tornou-se o primeiro laboratório de IA a integrar seus modelos a fluxos de trabalho de missões em redes classificadas. Com o aumento das divergências, concorrentes passaram a firmar acordos semelhantes: OpenAI e xAI aceitaram implantar seus sistemas em ambientes classificados. Horas depois de a Anthropic entrar na lista de restrições, Sam Altman, da OpenAI, anunciou parceria com o DOD e destacou que a agência demonstrou preocupação com segurança e disposição para colaboração.

A relação entre a Anthropic e o governo do presidente Donald Trump vem se deteriorando. Na quarta-feira (4), vazou para a imprensa um memorando interno no qual Amodei teria dito a funcionários que o governo não simpatizava com a empresa por falta de doações ou elogios à administração. O executivo pediu desculpas, afirmou que o texto foi redigido na sexta-feira (27) após um dia difícil para a companhia e que não reflete suas opiniões ponderadas. Ele acrescentou que a Anthropic não divulgou o documento nem orientou terceiros a fazê-lo.

Com informações de Olhar Digital

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