Beatriz Elissandra Marques Carvalho, 24 anos, foi detida na quarta-feira (25/2) em Ceilândia, no Distrito Federal, suspeita de extorsão, tortura e tentativa de homicídio. A investigada declarou à Polícia Civil que, durante programas sexuais, oferecia bebidas misturadas com remédios, aguardava que os clientes perdessem a consciência e, então, subtraía cartões, dinheiro e objetos pessoais.
Com 27 ocorrências anteriores por crimes como tráfico de drogas, tentativa de homicídio e atropelamento, Beatriz possui duas vítimas formalmente reconhecidas até o momento. A corporação apura se o mesmo método foi empregado contra outros homens.
Em depoimento, ela afirmou que usava Clonazepam para dopar os clientes e reconheceu ter recorrido ao expediente de forma recorrente. Na casa da suspeita, localizada na QNM 6, policiais apreenderam cartões bancários, documentos e um notebook pertencentes a um homem de 37 anos, além de valores em dinheiro.
No caso mais recente, Beatriz conheceu um cliente de 47 anos em um bar da região e seguiu com ele para o imóvel onde mora. Ela contou que a vítima ingeriu a substância, mas permaneceu consciente. Segundo relato dado às autoridades, o homem teria oferecido R$ 10 para manter sexo anal, utilizando palavras ofensivas, o que, de acordo com a detida, reavivou ressentimentos de uma relação antiga entre os dois.
A partir daí, as agressões se intensificaram. Parte dos ataques foi registrada em vídeos gravados pela própria suspeita, nos quais aparece usando uma máscara que cobre o rosto. As imagens mostram o homem caído e ensanguentado enquanto Beatriz pisa em seu pescoço e peito, chuta diversas vezes e faz a cabeça dele bater contra um móvel, provocando cortes. Em outro momento, ela aproxima um isqueiro do pescoço da vítima, ironiza a situação e afirma que ele estaria condenado. Nas gravações, o homem também é exibido com as mãos amarradas enquanto continua a ser agredido.
À Polícia Militar, Beatriz relatou que, quando o cliente gritou por socorro e a beliscou, golpeou-o com uma faca. Em seguida, cobriu a vítima com um lençol e acionou atendimento médico. Horas depois, foi até a Unidade de Pronto-Atendimento de Ceilândia para verificar o estado de saúde do homem e declarou aos policiais que, caso ele não tivesse morrido, concluiria a agressão.
A Polícia Civil do Distrito Federal prossegue com a investigação para identificar possíveis outros casos similares.
Com informações de Metrópoles
