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Romeu Zema solicita a Moraes autorização para visitar Filipe Martins na prisão

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) pediu nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar uma visita ao ex-assessor Filipe Martins na Casa de Custódia de Ponta Grossa, no Paraná. A defesa protocolou a petição na ação penal que acompanha a prisão preventiva de Martins e não indicou data específica para o encontro.

No documento, os advogados mencionam a necessidade de diálogo direto e reservado entre Zema e Martins. À Gazeta do Povo, a equipe de defesa informou que o pedido partiu do próprio ex-governador, que mantém antiga relação de amizade com o ex-assessor, e que não há pauta definida para a conversa.

Zema renunciou recentemente ao governo de Minas Gerais para disputar a Presidência da República. Com a saída, o vice, Mateus Simões (PSD), assumiu o cargo, ampliando para sete o número de unidades federativas comandadas pela sigla de Gilberto Kassab.

Filipe Martins cumpre prisão preventiva em área destinada à custódia temporária, cuja capacidade é de 355 vagas, porém abriga cerca de 860 detentos. A acomodação individual concedida a ele gerou descontentamento entre outros presos, que ameaçaram rebelião, situação que a administração do local declarou não ter condições de conter. Diante do risco, foi realizada transferência emergencial do ex-assessor para o Complexo Médico do Paraná, mas Moraes determinou o retorno à unidade original por não ter sido consultado previamente.

A defesa, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil e após reforço de segurança que incluiu câmeras de monitoramento, insiste que persistem riscos à integridade de Martins e solicita reconsideração da decisão. Os advogados também ingressaram com recurso pedindo envio do caso a instância internacional, sem sinalização de recuo por parte do ministro.

Condenado a 21 anos e seis meses de reclusão no chamado núcleo 2 dos processos sobre tentativa de golpe de Estado, Martins é apontado como autor de documento que fundamentaria a decretação de estado de exceção, identificado como “minuta do golpe”. A prisão preventiva foi restabelecida depois de a Polícia Federal alegar violação de medida cautelar que proibia uso de redes sociais, com acesso à plataforma LinkedIn. A defesa registrou em cartório histórico de acessos para contestar a acusação, mas Moraes manteve a detenção.

Com informações de Gazeta do Povo

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