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Tocantins registra 10.551 casos de câncer em três anos e contabiliza 1.450 mortes em 2025

Dados consolidados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) indicam que o Tocantins contabilizou 10.551 novos diagnósticos de câncer entre 2023 e 2025. No mesmo período, a doença resultou em 1.450 óbitos apenas em 2025.

A distribuição anual mostra 2.868 registros em 2023, 4.430 em 2024 e 3.253 em 2025. Os números reafirmam o câncer como um dos principais desafios de saúde pública no Estado e ressaltam a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e continuidade do tratamento para reduzir a mortalidade.

O tema ganha destaque próximo ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado em 4 de fevereiro, em um contexto de aumento da incidência, impacto social e demanda crescente sobre os serviços de saúde. Especialistas enfatizam que parte considerável dos casos pode ser evitada ou controlada pela redução de fatores de risco e pela detecção em estágios iniciais.

A oncologista Marina Vasco observa que a estratégia de enfrentamento inclui prevenção e informação qualificada. Segundo ela, grande parte dos tumores está associada a fatores modificáveis, entre eles tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e consumo de álcool, e agir sobre essas condições é tão relevante quanto o tratamento. A médica reforça que exames preventivos periódicos e atenção aos primeiros sinais aumentam as chances de cura e reduzem impactos físicos e emocionais.

Marina Vasco acrescenta que a educação em saúde contribui para diminuir o estigma que ainda cerca a doença. Ela afirma que o medo leva muitas pessoas a adiar a procura por atendimento, enquanto informação clara e acessível derruba mitos e aproxima a população dos serviços de saúde.

No Tocantins, o atendimento oncológico é organizado em rede. A Atenção Primária atua como porta de entrada; as Unidades Básicas de Saúde identificam casos suspeitos, encaminham para investigação diagnóstica e, quando necessário, referenciam para unidades de alta complexidade. O objetivo é encurtar o intervalo entre a suspeita clínica e o início da terapia, considerado decisivo para o prognóstico.

Com informações de Atitude Tocantins

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