Relatórios médicos entregues nesta sexta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) apontam evolução positiva no estado de saúde do ex-presidente, que se recupera de cirurgia no ombro direito e segue tratamento para doenças crônicas.
A equipe médica informa que permanece o acompanhamento das crises de soluço, controladas com fármacos de ação central administrados em doses próximas ao limite terapêutico seguro. Entre os efeitos colaterais descritos estão sonolência diurna e instabilidade do equilíbrio corporal. O documento registra ainda estabilidade do quadro cardiológico, com pressão arterial controlada.
No campo da reabilitação física, o fisioterapeuta Kleber Caiado relata sessões voltadas ao aumento da amplitude de movimento e ao fortalecimento muscular, utilizando faixas elásticas e técnicas manuais. Segundo o profissional, a disposição física de Bolsonaro variou ao longo da semana: em 15 de junho houve melhora geral atribuída à ausência de soluços, enquanto em 17 de junho foram observados cansaço e abatimento apesar da boa tolerância aos exercícios. A recomendação é manter o acompanhamento fisioterapêutico de forma gradual, conforme a evolução clínica.
Em 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias, depois de Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bacteriana bilateral. A avaliação sobre a continuidade da medida deve ocorrer na próxima semana. Antes da recuperação em casa, o ex-presidente cumpria pena na Papudinha, no Complexo da Papuda.
Também nesta sexta (19), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou ao ministro que Bolsonaro retorne à Papudinha, após a apreensão de uma arma pertencente ao ex-presidente no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional durante uma blitz.
O histórico processual inclui a imposição de medidas cautelares em 18 de julho de 2025, a determinação de prisão domiciliar em 4 de agosto de 2025, a condenação a 27 anos e três meses de prisão em 11 de setembro de 2025 e a prisão preventiva em 22 de novembro de 2025 por tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. Em 25 de novembro de 2025, Moraes determinou o cumprimento imediato da pena após o trânsito em julgado da Ação Penal 2668. O traslado do ex-presidente para a Papudinha foi ordenado em 15 de janeiro de 2026. Já em 13 de março de 2026 ocorreu a internação devido à broncopneumonia, seguida pela autorização da prisão domiciliar em 24 de março e pela alta hospitalar em 27 de março, quando passou a cumprir a medida em casa.
Com informações de Gazeta do Povo
