','

'); } ?>

Nanorrobô inferior a 1 micrômetro captura e transporta bactérias guiado por luz

Cientistas anunciaram o desenvolvimento de um nanorrobô com menos de 1 micrômetro de diâmetro capaz de localizar, capturar e deslocar bactérias por meio de feixes de laser de baixa intensidade. O dispositivo, descrito em estudo publicado na revista Nature Communications, utiliza princípios de pinças ópticas para manipular microrganismos sem contato físico direto.

A tecnologia opera em três etapas principais: identificação e travamento do alvo bacteriano, transporte por canais microscópicos e liberação precisa no ponto designado para descarte, análise ou tratamento. Todo o processo é controlado externamente, proporcionando alto nível de segurança durante procedimentos biológicos em escala microscópica.

Com dimensões menores que a espessura de um fio de cabelo, o nanorrobô consegue navegar por vasos sanguíneos e acessar áreas restritas do corpo. A estrutura foi projetada para interagir diretamente com a luz, dispensando baterias internas ou componentes eletrônicos rígidos, característica que, segundo os pesquisadores, assegura biocompatibilidade e versatilidade em diferentes fluidos biológicos.

O dispositivo movimenta-se exclusivamente por energia fotônica, pode capturar múltiplas variedades de bactérias e executa intervenções sem métodos invasivos. Ao isolar patógenos específicos, a solução reduz o uso de antibióticos de amplo espectro e, de acordo com o estudo, permite que diagnósticos antes realizados em dias sejam concluídos em minutos.

Entre os benefícios relatados estão alta precisão no foco sobre células infectadas, ausência de resíduos químicos ou componentes eletrônicos tóxicos e agilidade na obtenção de resultados. A remoção mecânica de bactérias resistentes a medicamentos diretamente na corrente sanguínea ou em feridas abertas é classificada pelos autores como uma arma contra superbactérias. O sistema também pode transportar fármacos até o foco da infecção, liberando-os apenas no local necessário, o que maximiza a eficácia terapêutica e limita efeitos colaterais sistêmicos.

A tecnologia passa por validação clínica rigorosa, e a projeção é que integre equipamentos de biópsia líquida e diagnósticos rápidos nos próximos anos.

Com informações de Olhar Digital

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *