A Agência Brasil noticiou nesta sexta-feira (25) que a Meta, controladora do Facebook e do Instagram, desativou por algumas horas os anúncios veiculados no perfil oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ocorreu a dez dias das eleições e levou aliados do chefe do Executivo a afirmar que a Big Tech estaria favorecendo adversários políticos do Partido dos Trabalhadores.
Segundo a reportagem, o incidente reforçou o argumento de integrantes da campanha de Lula de que empresas sediadas nos Estados Unidos atuam em benefício da oposição. A matéria também lembrou declaração anterior de Mark Zuckerberg, fundador da Meta, sobre eventual colaboração com a administração de Donald Trump para pressionar governos estrangeiros considerados contrários a interesses de companhias norte-americanas.
A Meta não se pronunciou sobre a suspensão temporária dos anúncios do presidente até o momento da publicação. O próprio Lula e o candidato do Missão, Renan Santos, ingressaram na Justiça com ações que contestam suposta interferência norte-americana no processo eleitoral.
Outro caso citado por aliados do presidente envolve o humorista Fábio Porchat. Após publicar um vídeo sobre o caso Master, Porchat teve seu perfil removido da plataforma; o conteúdo associava o episódio a nomes ligados à Igreja Batista da Lagoinha e a aliados de Flávio Bolsonaro, sem mencionar o senador petista Jaques Wagner. Em resposta, a empresa informou ter restaurado a conta depois de uma revisão interna e pediu desculpas pelo transtorno.
Até o fechamento desta reportagem, a Meta não havia fornecido explicações sobre a suspensão dos anúncios do perfil de Lula.
Com informações de Gazeta do Povo
