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Gleisi Hoffmann questiona levantamentos que apontam custos do fim da escala 6×1

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reiterou nesta terça-feira (24) críticas a reportagens que relacionam o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 a pressões inflacionárias, aumento do desemprego e mais gastos para o setor produtivo. Nas últimas semanas, veículos de comunicação divulgaram estudos de confederações do comércio e da indústria, além de consultorias, que estimam elevação anual de custos de R$ 267 bilhões, sobretudo para pequenas e médias empresas, crescimento de 22% no valor da hora trabalhada segundo a FecomercioSP e possível alta da informalidade.

Hoffmann direcionou a crítica mais recente a uma apuração do jornal Valor Econômico que relaciona a mudança na jornada a demissões e inflação. Em publicação em rede social, ela afirmou que setores retratados como tecnologicamente avançados preferem manter relações de trabalho consideradas por ela ultrapassadas. A ministra também já contestou análises veiculadas em Estadão e Folha de S. Paulo, alegando que eventuais impactos negativos não seriam generalizados porque a proposta terá aplicação diferenciada conforme cada segmento econômico.

Segundo a titular da pasta, o governo pretende apresentar legislação que considere particularidades dos diversos setores, com ênfase nos pequenos empreendedores. Ela avaliou que não se pode permitir que, nas suas palavras, a busca por lucros sobreponha-se ao direito da maioria de ter vida além do trabalho, ponto que, afirmou, tem sido abordado pelos grandes jornais nos últimos dias.

Em outra publicação, Gleisi Hoffmann declarou que um dos veículos “tortura números” para produzir manchetes e que outro promove campanha contra o fim do 6×1. Ela citou estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que, conforme ressaltou, indica capacidade da economia de absorver a redução para 40 horas semanais, assim como ocorreu quando a carga caiu de 48 para 44 horas na Constituinte há quase quatro décadas.

A proposta de alteração da jornada tramita no Congresso com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a incluiu entre as prioridades deste último ano de mandato. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou intenção de votar o texto no plenário até maio. Em paralelo, líderes do PL e do União Brasil articulam adiar a deliberação para depois das eleições de outubro, movimento discutido em jantar na segunda-feira (23) com empresários e dirigentes partidários, entre eles Valdemar Costa Neto e Antônio Rueda. Na ocasião, Rueda defendeu segurar o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao argumentar que, em plenário, a aprovação seria muito ampla.

O projeto reúne iniciativas dos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) que propõem mudança constitucional para reduzir a jornada semanal e substituir o formato de seis dias de trabalho por um de descanso pelo regime de cinco dias de trabalho e dois de descanso. A pauta mobiliza centrais sindicais e deve ocupar posição central nas comemorações do 1º de Maio.

Com informações de Gazeta do Povo

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