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Especialistas sustentam que sonhos não ocorrem ao acaso e resultam da atividade cerebral

Estudos recentes indicam que as imagens oníricas apresentadas durante o sono não são aleatórias, mas formadas pela própria atividade cerebral a partir das experiências cotidianas. Pesquisadores italianos utilizaram tecnologias avançadas de mapeamento cerebral para monitorar voluntários em diferentes estágios do sono profundo, registrando ondas elétricas com auxílio de inteligência artificial.

Os cientistas coletaram dados sobre todas as oscilações neurais, analisaram padrões relacionados aos hábitos diários e confirmaram que vivências pessoais orientam a criação de cenários noturnos. Segundo o estudo publicado pelo portal ScienceDaily, o processo funciona como ferramenta evolutiva que mistura memórias recentes com elementos centrais da personalidade, consolidando informações, regulando emoções e preparando o organismo para desafios futuros.

A equipe observou que, enquanto o corpo permanece em repouso, o sistema nervoso central recria situações vívidas para manutenção emocional e psicológica. Entre os objetivos identificados estão a fixação de lembranças consideradas cruciais, o processamento de emoções intensas, a antecipação de problemas do dia seguinte e o reforço de traços de personalidade.

Os autores do trabalho destacam que há continuidade entre a consciência desperta e a adormecida: durante a vigília, o cérebro absorve estímulos visuais e táteis; na fase REM, seleciona informações relevantes e promove restauração orgânica. A aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina permitiu interpretar rapidamente sinais elétricos que, no passado, exigiam longas análises manuais.

De acordo com o grupo de pesquisa, essas descobertas abrem novas perspectivas para intervenções médicas em transtornos como ansiedade severa e estresse pós-traumático. O monitoramento contínuo das funções oníricas pode viabilizar tratamentos precoces e, no futuro, a indução controlada de cenários específicos para atenuar traumas persistentes.

O artigo menciona ainda a colaboração de Joaquim Luppi, técnico em Informática pelo IFRO, e de Gabriel do Rocio Martins Correa.

Com informações de Olhar Digital

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