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Abelardo de La Espriella vence a eleição presidencial na Colômbia por margem de 0,95%

O advogado de 47 anos Abelardo de La Espriella, do movimento Defensores da Pátria, é declarado vencedor da eleição presidencial na Colômbia, segundo a primeira contagem divulgada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em 21 de junho de 2026. A diferença corresponde a 0,95 ponto percentual, ou 246 mil votos, em um universo de 25 milhões.

De La Espriella afirma que o pleito inaugura uma nova etapa para o país, construída pela vontade livre e democrática de milhões de cidadãos que apostam em uma Colômbia grande, segura, próspera e repleta de oportunidades.

O presidente Gustavo Petro, que apoiou o candidato derrotado Iván Cepeda, alega haver irregularidades na disputa e declara que só reconhecerá o resultado depois da recontagem feita por mais de nove mil juízes e notários. O procedimento de contagem dupla é habitual e pode durar até três dias.

Em mensagem publicada na rede X, Petro diz que obedecerá aos juízes, pede calma à população, observa que o país está dividido ao meio e cita interferência estrangeira que, segundo ele, priva a Colômbia de liberdade. O presidente defende um acordo nacional para manter a pátria e a paz nos próximos anos.

Embora reconheça os números preliminares, Cepeda informa que seu partido pedirá a impugnação de 33 mil urnas e recorda que a diferença é a menor já registrada em um segundo turno no país. Com 99 % das urnas apuradas, o candidato de esquerda obtém 12,7 milhões de votos (48,7 %), enquanto De La Espriella alcança 12,9 milhões (49,65 %).

Líderes de direita na região celebram o resultado. O presidente argentino Javier Milei classifica a escolha dos colombianos como histórica, exaltando liberdade econômica, prosperidade, segurança e o enfrentamento ao crime organizado e ao narcotráfico. O equatoriano Daniel Noboa diz que o país vizinho optou pela ordem em vez da impunidade e reforça o compromisso conjunto de combater o crime sem desculpas. No Brasil, o pré-candidato à Presidência Flavio Bolsonaro declara, em vídeo publicado nas redes sociais, que as pautas da direita continuam triunfando no continente e descreve a vitória colombiana como um êxito do bem sobre o mal.

Outra disputa apertada acontece no Peru, onde segue a contagem do segundo turno realizado em 7 de junho. Com 99,68 % das urnas contabilizadas, Keiko Fujimori tem 50,11 % dos votos e lidera o pleito contra Roberto Sánchez, que soma 49,88 %, diferença de 40.700 votos. A confirmação dos resultados pode ampliar a presença de governos conservadores alinhados às políticas dos Estados Unidos, grupo que já inclui Milei na Argentina, Bukele em El Salvador, Noboa no Equador e, agora, De La Espriella na Colômbia, além de uma possível vitória de Fujimori no Peru.

Com informações de Gazeta do Povo

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