Um monitoramento iniciado em abril pela Gazeta do Povo aponta que 106 dos 222 candidatos ao Senado que disputam as eleições de 2026 apoiam a instauração de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 18 concorrentes se colocam contra a iniciativa e 84 não se pronunciaram ou não foram localizados. O trabalho de apuração abrangeu postulantes de partidos que possuem ao menos um parlamentar no Congresso Nacional.
Neste pleito, cada unidade da Federação escolherá dois senadores, totalizando 54 vagas e a possibilidade de renovação de até dois terços da Casa Alta. O tema ganhou força após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que intensificou a pressão pela abertura de processos contra Moraes, alvo de 67 petições em um conjunto de 109 pedidos apresentados ao Congresso.
Posicionamento por estado
Acre: Márcio Bittar (PL) e Eduardo Velloso (Solidariedade) são favoráveis; Mara Rocha (Republicanos) pretende discutir reforma do STF; Sérgio Petecão (PSD) e Gladson Cameli (PP) não se pronunciaram; Inácio Moreira (PSOL) e Jorge Viana (PT) não foram localizados.
Alagoas: Davi Filho (Republicanos) é a favor; Arthur Lira (PP) se declara neutro; Renan Calheiros (MDB) e Marina Candia (PSDB) não se manifestaram; Dr. Wanderley (MDB) não foi localizado.
Amazonas: Capitão Alberto Neto (PL), Plínio Valério (PSDB) e Wilson Lima (União) apoiam; Eduardo Braga (MDB) não se posicionou; Ismael Munduruku (Rede) e Professora Evany (PSOL) não foram localizados.
Amapá: Rayssa Furlan (Podemos), Lucas Barreto (PSD), Randolfe Rodrigues (PT), Alliny Serrão (União) e Acácio Favacho (MDB) não se pronunciaram; Capi (PSB) não foi localizado.
Bahia: Jaques Wagner (PT) é contra; Angelo Coronel (Republicanos) se declara neutro; Rui Costa (PT) e João Roma (PL) não se posicionaram; Marcelo Carvalho (Rede) e Professora Delliana (PSOL) não foram localizados.
Ceará: Capitão Wagner (União), Alcides Fernandes (PL) e Guilherme Theóphilo (Novo) defendem o impeachment; Cid Gomes (PSB) é contra; Luizianne Lins (Rede) não se pronunciou.
Distrito Federal: Bia Kicis (PL), Michelle Bolsonaro (PL), Ronaldo Fonseca (PSD) e Sebastião Coelho (Novo) apoiam; Erika Kokay (PT) é contra; Guto Felício dos Santos (PSDB) e Marley (Avante) não se manifestaram; Leila Barros (PDT) pretende discutir reforma do STF.
Espírito Santo: Evair de Melo (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Maguinha Malta (PL), Marcos do Val (Avante) e Sergio Meneguelli (PSD) apoiam; Fabiano Contarato (PT) e Renato Casagrande (PSB) são contrários; Paulo Hartung (PSD) declara neutralidade; Professor Fabian (PSOL) não foi localizado; Rose de Freitas (MDB) não se posicionou.
Goiás: Delegado Humberto Teófilo (Novo), Gracinha Caiado (União), Gustavo Gayer (PL), Gustavo Mendanha (PRD), Vanderlan Cardoso (PSD), Oséias Varão (PL) e Zacharias Calil (MDB) apoiam; Alexandre Baldy (PP) não se pronunciou; Cíntia Dias (PSOL) e Isaura Lemos (PSB) não foram localizadas; Iure Castro (Cidadania) não foi localizado.
Maranhão: Cidônio Gonçalves (PL), Simplício Araújo (DC) e Lahesio Bonfim (Novo) são favoráveis; Eliziane Gama (PT) é contra; Weverton Rocha (PDT) não se posicionou; André Fufuca (PP) e Roseana Sarney (MDB) não foram localizados; Enilton Rodrigues (PSOL) não foi localizado.
Mato Grosso: Antônio Galvan (Avante), Carlos Fávaro (PSD), Janaína Riva (MDB), Zé Medeiros (PL), Mauro Mendes (União) e Margareth Buzetti (PP) apoiam; Pedro Taques (PSB) pretende discutir reforma do STF.
Mato Grosso do Sul: Capitão Contar (PL), Nelsinho Trad (PSD), Reinaldo Azambuja (PL) e Roberto Oshiro (Novo) são favoráveis; Soraya Thronicke (PSB) é contra; Beto do Movimento (PSOL) e Valter da Comagran (PRD) não foram localizados; Vander Loubet (PT) não se manifestou.
Minas Gerais: Arcanjo Pimenta (MDB), Carlin Moura (Avante), Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL), Manoel Carvalho (MDB), Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Costa (Novo) apoiam; Aécio Neves (PSDB) quer debater reforma do STF; Áurea Carolina (PSOL) e Marília Campos (PT) não se pronunciaram.
Pará: Delegado Éder Mauro (PL) e Zequinha Marinho (Podemos) defendem o impeachment; Helder Barbalho (MDB), Celso Sabino (PDT) e Chicão Melo (União) não se posicionaram; Lívia Noronha (Solidariedade) não se pronunciou; Conti (PSOL) e Gizelle Freitas (PSOL) não foram localizados.
Paraíba: André Gadelha (MDB), Marcelo Queiroga (PL) e Major Fábio (Novo) apoiam; Veneziano Vital (MDB), João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) não se posicionaram.
Paraná: Alexandre Curi (PSD), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Karen Guerreiro (Missão) apoiam; Dr. Rosinha (PT) e Gleisi Hoffmann (PT) são contrários.
Pernambuco: Carlos Sant’anna (Novo) e Mendonça Filho (PL) defendem o impeachment; Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) se posicionam contra; Eduardo da Fonte (PP) quer discutir reforma do STF; Túlio Gadelha (PSD) não se manifestou; Paulo Rubem Santiago (Rede) não foi localizado.
Piauí: Antônio Barros (Novo), Antônio José Lira (Avante) e Tiago Junqueira (PL) são favoráveis; Ciro Nogueira (PP) é contra; Alexandre Mariano (Avante) e Marcelo Castro (MDB) não se manifestaram; Jorge Lopes (PSDB) declara neutralidade; Francinaldo Leão (PSOL), Júlio César (PSD), Maria Madalena Nunes (PSOL) e Pastor Sena (Avante) não foram localizados.
Rio de Janeiro: Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Hélio Secco (Missão) e Marcos Dias (Podemos) apoiam; Marcelo Crivella (Republicanos) quer debater reforma do STF; Waguinho (Republicanos) é neutro; Benedita da Silva (PT) e Mônica Benicio (PSOL) não se manifestaram; Pedro Paulo (PSD) também não se pronunciou.
Rio Grande do Norte: Coronel Hélio (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) defendem o impeachment; Dra. Zenaide Maia (PSD) não se posicionou; Rafael Motta (PDT), Samanda de Lula (PT), Sandro Pimentel (PSOL), Sonia Godeiro (PSOL) e Tércio Tinôco (União) não foram localizados.
Rio Grande do Sul: Frederico Antunes (PSD), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB) e Ubiratan Sanderson (PL) são favoráveis; Germano Rigotto (MDB) se declara neutro; Manuela D’Avila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) são contrários; Renato Jaguarão (Cidadania) é a favor.
Rondônia: Bruno Scheid (PL), Fernando Máximo (PL), Mariana Carvalho (Republicanos), Silvia Cristina (PP) e Luís Fernando (PSD) apoiam; Neidinha Suruí (PSB) e Luciana Oliveira (PT) pretendem discutir o tema; Acir Gurgacz (PDT) e Engenheiro Túlio (Missão) não se posicionaram; Aires Mota (PV) não foi localizado.
Roraima: Hilton Xavier (Avante), Hélio Lopes (PL), Nicoletti (PL), Pastor Isamar (União) e Teresa Surita (MDB) apoiam; Chico Rodrigues (PSB) é contra; Helena Lima (PSD) não se pronunciou; Bartô Macuxi (PSOL) e Mário Rocha (PSOL) não foram localizados.
Santa Catarina: Carlos Bolsonaro (PL), Caroline De Toni (PL), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB) defendem o impeachment; Afrânio Boppré (PSOL) é contra; Décio Lima (PT) não se posicionou; Túlio de Amorim (Missão) não se pronunciou.
São Paulo: André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Guto Schiavetto (Missão), Ricardo Salles (Novo) e Soninha Francine apoiam; Simone Tebet (PSB) é contra; Marina Silva (Rede) não se manifestou.
Sergipe: Alessandro Vieira (MDB), Rodrigo Valadares (PL), Coronel Rocha (PL) e Delegado André David (Republicanos) são favoráveis; Rogério Carvalho (PT) é contra; André Moura (União), Iran Barbosa (PSOL) e Eduardo Amorim (Republicanos) não se pronunciaram; Edvaldo Nogueira (PDT) não se manifestou.
Tocantins: Coronel Nilton Santos (Novo), Eduardo Gomes (PL) e Eli Borges (Republicanos) defendem o impeachment; Alexandre Guimarães (MDB) e Carlos Gaguim (União) não se pronunciaram; Vanderlei Luxemburgo (Podemos) não se posicionou; Fábio Ribeiro (Rede), Paulo Mourão (PT), Professor Osvaldo (PSOL) e Ronaldo Dimas (Podemos) não foram localizados.
O levantamento continuará sendo atualizado à medida que candidatos sem manifestação enviem posicionamento ou sejam localizados pela reportagem.
Com informações de Gazeta do Povo
