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Perícia da PF recupera mensagens de Vorcaro, mas respostas atribuídas a Moraes seguem inacessíveis

A Polícia Federal identificou limitações técnicas ao analisar as conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O trabalho pericial, concluído em 21 de setembro de 2026, reconstruiu mensagens enviadas por Vorcaro, mas não conseguiu acessar o conteúdo das supostas respostas do magistrado.

Segundo o relatório, os especialistas localizaram 52 interações partindo do aparelho de Vorcaro para o contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. A equipe conseguiu recuperar os textos do ex-banqueiro porque ele redigia as mensagens no aplicativo de notas do iPhone, capturava a tela e enviava a imagem pelo recurso de visualização única do WhatsApp. Durante esse processo, o sistema operacional gerava arquivos temporários. Ao comparar horários de uso do bloco de notas, registros de captura de tela e momento do envio no aplicativo, a perícia localizou essas imagens e leu o conteúdo remetido.

O mesmo método não se aplica às respostas atribuídas a Moraes, pois o celular de Vorcaro guarda apenas avisos de “mensagem apagada” quando o destinatário utiliza o recurso de exclusão. Para descobrir o que o ministro teria escrito, seria necessário examinar diretamente o aparelho dele, atualmente fora do alcance dos investigadores porque o magistrado não é alvo formal de apuração e não teve o telefone apreendido.

A ausência do teor das respostas gera impasse no Supremo. Moraes afirma em sua defesa que o procedimento é nulo, aponta retaliação política e alega quebra na cadeia de custódia das provas. Caberá ao plenário avaliar se o material entregue pela Polícia Federal basta para instaurar investigação ou se o caso deve ser arquivado.

Especialistas ouvidos pelos peritos indicam que uma análise no dispositivo do ministro poderia, em tese, recuperar dados do banco de dados do WhatsApp e arquivos temporários, mas não há garantia de êxito se as informações foram apagadas há muito tempo ou se o aparelho passou por limpeza profunda. Sem o telefone, os investigadores limitam-se a metadados que confirmam a existência da conversa, mas não revelam o conteúdo.

Com informações de Gazeta do Povo

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