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Sam Altman levará tema da segurança da IA ao Conselho de Segurança da ONU

O CEO da OpenAI, Sam Altman, participará pessoalmente de uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas na próxima semana, em Nova York, durante a reunião anual da Assembleia Geral da ONU. A presença foi confirmada por um porta-voz da empresa à agência Reuters.

O Conselho, composto por 15 membros, marcou o encontro para quarta-feira, 23, com o objetivo de debater inteligência artificial e segurança internacional. A discussão ocorre poucas semanas após representantes do setor defenderem uma desaceleração coordenada no avanço das tecnologias mais sofisticadas, apontando o risco de que sistemas de IA passem a aperfeiçoar a si mesmos e escapem ao controle humano.

De acordo com o porta-voz, Altman pretende abordar a importância de uma coordenação em escala global e de padrões de segurança compartilhados, além de relatar medidas adotadas pela OpenAI para que a população mundial usufrua dos benefícios da tecnologia.

Diplomatas citados pela Reuters também esperam a participação de executivos da Anthropic, embora a empresa ainda não tenha confirmado presença e não tenha respondido ao pedido de comentário.

A reunião foi convocada pela França, que ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança em setembro, e será conduzida pelo ministro francês da Europa e das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot. Em nota conceitual distribuída aos integrantes do órgão, vista pela Reuters, o governo francês afirma ser urgente promover um desenvolvimento seguro e responsável da IA diante do potencial uso malicioso da tecnologia.

O Conselho de Segurança discutiu os riscos associados à inteligência artificial pela primeira vez em 2023. Naquela ocasião, a China declarou que a tecnologia não deveria se tornar um “cavalo fora de controle”, enquanto os Estados Unidos alertaram para possíveis aplicações da IA em censura ou repressão.

Antes do atual crescimento do setor, Altman já levantava preocupações. Em 2015, no ensaio “Machine Intelligence, part 1”, ele considerou que a criação de uma IA sobre-humana poderia representar a maior ameaça à continuidade da humanidade.

Com informações de Olhar Digital

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