A Secretaria Extraordinária da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Seirdh), da Prefeitura de Palmas, lança nesta sexta-feira, 18, o Mapeamento Participativo dos Povos e Comunidades Tradicionais Ribeirinhas e Pescadores Artesanais de Palmas. A atividade começa às 14 horas, na sala de reunião da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), localizada na ACSE 1 (104 Sul), Avenida LO-03.
Durante o encontro, serão apresentados o formulário on-line e as instruções destinadas aos representantes das comunidades para o correto preenchimento e para as etapas do levantamento. O processo foi construído em parceria com a Colônia de Pescadores Z-10 de Palmas e a Associação dos Pescadores Profissionais do Estado do Tocantins (Appet), após reuniões e visitas de campo iniciadas no começo deste mês para adequar o questionário às especificidades do público envolvido.
O secretário extraordinário da Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares, informou que a gestão tem buscado aproximar-se de grupos historicamente invisibilizados. Ele ressaltou que pescadores e ribeirinhos detêm saberes, tradições e uma relação com os recursos naturais que precisam ser reconhecidos, atendidos em suas demandas e preservados, o que, segundo ele, representa benefício para o município.
Além do segmento que será mapeado agora, a Prefeitura já concluiu levantamentos sobre povos de terreiro e matriz africana e sobre povos ciganos. As próximas etapas devem abranger benzedeiras, quebradeiras de coco, indígenas e quilombolas, compondo o processo de elaboração do Plano Municipal de Igualdade Racial.
O Decreto nº 6.040/2007 define povos e comunidades tradicionais como grupos culturalmente diferenciados que se reconhecem como tais, possuem formas próprias de organização social e utilizam territórios e recursos naturais para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, valendo-se de conhecimentos transmitidos pela tradição.
Com informações de palmas.to.gov.br
