','

'); } ?>

Centro sul-coreano liderado por mulheres remove mais de 1 milhão de deepfakes sexuais desde 2018

Desde 2018, um centro governamental instalado em um pequeno escritório na região central de Seul rastreia e retira da internet conteúdos sexuais ilícitos produzidos sem o consentimento das vítimas, com ênfase em deepfakes, fotos e vídeos pornográficos. A unidade, formada exclusivamente por mulheres, conta com 23 integrantes e mantém 17 filiais regionais que oferecem assistência psicológica e jurídica.

De acordo com a líder da equipe, Kim Hyojung, o atendimento costuma começar quando a vítima é alertada por um familiar ou conhecido sobre a circulação de um vídeo na rede. Um software de inteligência artificial identifica republicações do material, permitindo que o grupo solicite a remoção em redes sociais e sites pornográficos.

Kim Hyojung relata que grande parte dos vídeos está hospedada em plataformas ilegais cujos provedores ignoram os pedidos de exclusão, o que leva a polícia a intervir para derrubar os sites. Quando o conteúdo fica em servidores no exterior, o impasse se repete; porém, segundo ela, 80% desses casos utilizam infraestrutura localizada nos Estados Unidos, onde as autoridades colaboram com as solicitações.

Levantamento da empresa australiana Security Heroes indica que mais da metade das vítimas globais de deepfakes pornográficos é sul-coreana. O centro registra aumento de ocorrências em todas as faixas etárias. Desde a inauguração, a equipe prestou auxílio a 53 mil pessoas e removeu mais de 1 milhão de arquivos ilícitos.

O trabalho diário de analisar imagens pornográficas, por vezes violentas e envolvendo pornografia infantil, cobra um preço da saúde das profissionais. Uma funcionária identificada como Park afirma que todas são afetadas emocionalmente; algumas colegas desenvolveram insônia, passaram a chorar ao ver determinadas publicações ou perderam o apetite. Para mitigar o impacto, o centro mantém acompanhamento psicológico regular, com sessões individuais uma ou duas vezes por mês. Park acrescenta que mensagens de agradecimento das vítimas servem de motivação para continuar na função.

Com informações de Olhar Digital

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *