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Vicentinho Júnior confirma que não participará de novos debates, aponta complô de adversários e afirma não ser investigado na Operação Overclean

O candidato ao Governo do Tocantins pelo PSDB, Vicentinho Júnior, informou nesta quinta-feira (20) que não estará presente nos próximos debates eleitorais. Em entrevista ao programa O Povo na TV, veiculado pela rádio 104,9 FM com participação do Portal Atitude, o deputado declarou que os cinco concorrentes formaram uma articulação conjunta para atacá-lo no primeiro confronto televisivo, realizado na terça-feira (18) em Palmas, e disse preferir utilizar o tempo de propaganda para apresentar propostas diretamente ao eleitor.

Ao ser questionado pelo jornalista Wesley Silas, Vicentinho Júnior criticou o formato do debate anterior, que reuniu Professora Dorinha (União Brasil), Laurez Moreira (PSD), Ataídes Oliveira (Novo), Professor Witer (PSOL/Rede) e Du Pereira (DC). O tucano afirmou que a limitação de aproximadamente um minuto e meio de televisão de sua coligação inviabiliza respostas a provocações de adversários que dispõem de maior espaço no rádio e na TV. Ele acrescentou que não participará de encontro “para dar narrativas, agredir ou responder adversários”, alegando que os demais postulantes combinaram direcionar ataques a sua candidatura.

Durante a entrevista, o deputado foi indagado sobre menções feitas pelos opositores à Operação Overclean, investigação da Polícia Federal que apura supostas fraudes em licitações e desvios de verbas federais. O candidato declarou que não é investigado nem indiciado, citando manifestação do ministro Cássio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não há elementos que relacionem sua conduta aos fatos apurados.

Vicentinho Júnior afirmou ainda que apresenta regularmente documentos oficiais de regularidade perante órgãos de controle e instâncias do Judiciário. Ele reiterou o desafio feito aos demais candidatos: renunciará à disputa caso algum adversário apresente prova de condenação judicial definitiva contra ele. Segundo o parlamentar, há três meses disponibiliza 14 certidões negativas e cobra que os concorrentes façam o mesmo, ressaltando não existir processo em seu nome no Fórum, no Tribunal de Justiça, no Superior Tribunal de Justiça, no Supremo Tribunal Federal, no Tribunal de Contas da União, no Tribunal de Contas do Estado ou no Tribunal Regional do Trabalho. O deputado também mencionou dúvidas sobre débitos previdenciários de rivais, calculados por ele em R$ 11 milhões.

Acompanhado do candidato ao Senado Alexandre Guimarães (MDB), o tucano comentou propostas para a saúde pública e a infraestrutura estadual, informando que concentrará a campanha em agendas de rua e diálogo com lideranças comunitárias no interior. O material divulgado aponta que a decisão de não comparecer aos debates faz parte de uma estratégia de contenção de danos e controle de narrativa; contudo, reconhece que a ausência pode ser interpretada pelos eleitores como recusa ao contraditório e reduzir a exposição em transmissões de grande audiência.

Com informações de Atitude Tocantins

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