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Presidente do BRB demonstra otimismo para audiência no STF sobre capitalização do banco

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta quarta-feira (12/8) que mantém a melhor expectativa para a audiência marcada para quinta-feira (13/8) no Supremo Tribunal Federal (STF), encontro que discutirá a solução financeira para a instituição.

O BRB enfrenta crise sem precedentes desde a aquisição de carteiras de crédito consideradas podres do Banco Master e aguarda um empréstimo destinado à sua capitalização.

De acordo com o dirigente, o otimismo se deve à presença de participantes considerados relevantes: Banco Central, União, representada pelo Ministério da Fazenda, Advocacia-Geral da União (AGU), Governo do Distrito Federal (GDF) e o próprio banco, todos sob a coordenação do ministro Luiz Fux. Na avaliação de Souza, a reunião configura um pacto federativo.

Ele explicou que a proposta homologada no STF foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas ressaltou que o formato pode sofrer ajustes. O modelo inicialmente assinado prevê que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) conceda empréstimo ao GDF, que por sua vez faria o aporte no BRB. Como contrapartida, bancos forneceriam a fiança da operação, enquanto o GDF ofereceria as cotas a que tem direito nos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios como contragarantias.

Perguntado sobre a recusa dos bancos em conceder a fiança, Souza explicou que as instituições consideraram necessária uma segurança jurídica maior sobre o uso da contragarantia e apontaram questões pontuais decorrentes de relacionamentos bancários. Ele avaliou que todos os entraves são passíveis de solução.

O presidente acrescentou que, desde a homologação do acordo, surgiram alternativas para viabilizar o empréstimo. Entre elas, citou o ajuste fiscal do GDF, que resultou em contas no azul e permitiu a obtenção da nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), possibilidade que autorizaria a União a oferecer aval soberano. Segundo Souza, transcorridos os dois meses desde 28 de maio, essa opção passou a estar disponível.

Em documento encaminhado à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e ao STF, o FGC informou que o pedido de empréstimo ainda não foi analisado porque o BRB não divulgou os balanços referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026.

Ao comentar a posição do FGC, o presidente relatou que enviou ao fundo, ao Banco Central e ao sindicato de bancos que poderiam conceder a fiança um plano de negócios e um plano de capital, além de toda a documentação remetida desde março de 2026. Para ele, esses materiais seriam suficientes para avaliação retrospectiva e prospectiva dos demonstrativos financeiros de 31 de dezembro de 2025 e do exercício subsequente de 2026.

Sousa afirmou ainda que o BRB não pode publicar os balanços no momento devido a fraudes identificadas, o que levou a atual diretoria a buscar números corretos. Ele informou que a primeira etapa dos demonstrativos está concluída, mas necessita de auditoria independente, aprovação do Conselho de Administração e posterior divulgação em jornal de grande circulação.

Com informações de Metrópoles

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