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Defesa afirma que pistola de Bolsonaro foi desativada por receio dos efeitos de medicamentos

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que integrantes da equipe de segurança removeram o percussor de uma pistola registrada em nome do ex-chefe do Executivo. Segundo os advogados, a decisão foi tomada sem conhecimento do cliente, por preocupação com possíveis efeitos dos medicamentos psiquiátricos que ele vinha utilizando.

Os esclarecimentos foram apresentados após Moraes solicitar informações sobre a arma apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A defesa relatou que a retirada da peça deixou o armamento inoperante e mencionou o episódio do rompimento de uma tornozeleira eletrônica como fator que motivou a medida.

De acordo com os advogados, Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola e, sem saber da remoção do percussor, entregou o equipamento a um agente do GSI para identificar o problema e providenciar eventual manutenção. A defesa acrescentou que, mesmo após a condenação imposta ao ex-presidente, não houve determinação judicial que exigisse a entrega de armas registradas em seu nome ou o cancelamento dos respectivos registros.

Até o momento, Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre os esclarecimentos apresentados.

Paralelamente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou inquérito para apurar por que a pistola registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com o agente do GSI durante abordagem na noite de segunda-feira, 15/6. A investigação ficou sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, e a corporação comunicou a abertura do procedimento ao ministro do STF.

Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI se identificou como funcionário de Bolsonaro e informou que a pistola pertencia ao ex-presidente. O agente afirmou que recebeu a arma na própria segunda-feira para verificar uma falha mecânica, com a intenção de concluir o serviço e devolvê-la na terça-feira, 16/6.

Com informações de Metrópoles

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