O uso intensificado de tecnologia no agronegócio transformou a energia elétrica em insumo essencial nas fazendas tocantinenses. Sistemas de irrigação, armazenagem, secagem, conectividade e automação elevaram a dependência do campo por fornecimento estável, levando a infraestrutura elétrica a tornar-se tema estratégico para a expansão agrícola do estado.
No Tocantins, onde a produção rural se expande, agricultores relatam necessidade crescente de energia mais eficiente e preparada para novas demandas. A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, avalia que o fortalecimento da infraestrutura energética acompanha a própria evolução da atividade agropecuária; segundo ela, o crescimento do setor depende de condições que garantam competitividade e segurança aos produtores.
A adoção de equipamentos que operam ininterruptamente faz da eletricidade um elemento cada vez mais relevante na atividade produtiva. Além da disponibilidade do serviço, a gestão do consumo entrou no planejamento das propriedades. Nesse contexto, a autoleitura – procedimento autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que permite ao consumidor informar mensalmente a medição registrada no relógio – passou a ser utilizada para acompanhar com precisão o uso de energia e evitar cobranças baseadas na média de 12 meses.
Dados da Energisa Tocantins indicam que a adesão à autoleitura cresce no estado. Em 2025, já foram registradas mais de 160 mil leituras enviadas pelos próprios clientes, volume 25,15% superior ao de 2024, e a expectativa é superar 200 mil registros em 2026. Nas áreas rurais, onde a leitura presencial ocorre, no mínimo, a cada três meses, o procedimento tem se consolidado como alternativa para ampliar o controle sobre os gastos energéticos.
Segundo a concessionária, a disponibilidade de energia no Tocantins aumentou 163% na última década, acompanhando a expansão econômica e a maior demanda em diferentes regiões. A empresa observa que o uso crescente de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem, agroindústrias e outras tecnologias tornou o consumo mais contínuo ao longo do ano.
O diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, afirma que o diálogo entre concessionária, produtores e entidades representativas contribui para o planejamento das regiões em desenvolvimento. Ele aponta que o consumo rural está menos sazonal e destaca que a aproximação com o setor produtivo ajuda a antecipar necessidades energéticas nas áreas de expansão agrícola.
Caroline Barcellos reforça que a eletricidade integra de forma estratégica o planejamento das propriedades, acompanhando a modernização do campo. Para ela, manter o ritmo de crescimento do agronegócio depende de infraestrutura capaz de sustentar investimentos, produção e geração de desenvolvimento no estado.
Com informações de G1
