A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu José Marle de Queiroz Lucena, Antonio Marcos da Silva Seurinho e Paulo Batista de Oliveira, apontados como responsáveis pelo furto de aproximadamente 100 mil litros de derivados de petróleo de um oleoduto da Petrobras em Ceilândia. O prejuízo estimado à estatal chega a R$ 2,1 milhões.
A captura aconteceu na noite da última sexta-feira (5/6) durante a Operação Estige, conduzida pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). As investigações indicam que o grupo, apelidado de “piratas do combustível”, utilizava um esquema especializado para retirar gasolina e diesel diretamente da tubulação sem interromper o fluxo do produto.
De acordo com a PCDF, os suspeitos alugaram, há cerca de três meses, um imóvel no condomínio Vista Bela, às margens da DF-180, alegando que abririam uma borracharia. Nenhum comércio foi instalado no local. Moradores passaram a desconfiar da grande quantidade de terra acumulada dentro do imóvel, da movimentação noturna, do forte cheiro de combustível e da presença de caminhões de madrugada.
As diligências confirmaram que os investigados escavaram um túnel a partir do interior do imóvel até alcançar o oleoduto. Em seguida, usavam a técnica de trepanação, perfurando a tubulação para extrair o combustível de forma clandestina.
Informações fornecidas pela empresa responsável apontam que, em 1º de junho, foram desviados cerca de dois metros cúbicos de gasolina e diesel; três dias depois, a mesma quantidade foi novamente retirada. O cálculo global de R$ 2,1 milhões considera ocorrências anteriores e o volume aproximado de 100 mil litros subtraídos.
Especialistas da Transpetro alertaram que uma explosão provocada pela perfuração ilegal poderia atingir um raio de até três quilômetros, colocando em risco moradores da região. Investigadores observaram que o método empregado exige equipamentos específicos e mão de obra qualificada para evitar vazamentos e explosões.
A Operação Estige segue em andamento para identificar outros participantes da organização criminosa, entre eles responsáveis pela logística, receptadores do combustível roubado e veículos usados no transporte. Os detidos devem responder por furto qualificado, associação criminosa e crimes relativos ao risco gerado à coletividade. A PCDF também investiga possível ligação do trio com quadrilhas que atuam em outros estados.
Com informações de Metrópoles
