','

'); } ?>

Petistas acionam TSE para investigar financiamento de filme sobre Bolsonaro e impedir lançamento

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e integrantes do Grupo Prerrogativas protocolaram representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (19) para que a Corte investigue a origem dos recursos do filme “Dark Horse”, cinebiografia política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e determine a suspensão do lançamento previsto para setembro, antes da eleição presidencial de 2026.

O pedido foi apresentado após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, solicita valores ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master. Segundo o parlamentar, a cobrança estaria prevista em contrato, e Vorcaro já teria desembolsado R$ 61 milhões de um total de R$ 134 milhões destinados à produção.

Na peça entregue ao TSE, os autores afirmam que o caso sugere um esquema de financiamento político paralelo envolvendo agentes públicos, empresa estrangeira, fundo no exterior, contratos privados e valores milionários. Eles apontam risco de caixa dois eleitoral, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro em benefício de candidaturas na disputa de 2026.

Correia e o Prerrogativas sustentam que a proximidade entre a data de estreia e o pleito de outubro pode transformar o longa-metragem em instrumento de campanha e propaganda irregular, capaz de alcançar grande público em cinemas, redes sociais, plataformas digitais e serviços de streaming.

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, que assinam a representação, solicitaram ainda que o TSE oficie a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal, o Ministério da Justiça e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para ampliar as apurações sobre possíveis crimes financeiros, fraudes cambiais, falsidade documental e organização criminosa vinculados ao projeto.

O documento menciona precedente de 2022, quando o TSE vetou a exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?” dias antes do segundo turno presidencial, ao entender que a obra poderia influenciar o eleitorado. Para os peticionários, a situação de “Dark Horse” se enquadra no mesmo entendimento, pois também envolve conteúdo político relevante em momento sensível da campanha.

Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), declarou que o Partido dos Trabalhadores pretende utilizar a suposta ligação entre Flávio e Vorcaro na tentativa de reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afastar eventuais repercussões do escândalo do Banco Master sobre o governo.

Em iniciativa paralela, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão de Jair e Flávio Bolsonaro no inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos para defender sanções contra o Brasil. Ele argumentou que recursos destinados ao filme podem ter financiado, total ou parcialmente, a campanha internacional do grupo.

A Gazeta do Povo havia noticiado na semana passada que os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro poderiam ser usados por adversários políticos a poucos meses da eleição.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *