Equipes que atuam no Caso Master verificam se o banqueiro Daniel Vorcaro repassou entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões a um senador de oposição com o objetivo de travar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito contra o Banco Master no Congresso Nacional.
Informações recebidas pelos investigadores indicam que o valor teria sido desembolsado ainda no primeiro semestre de 2026, período em que o Banco Master ganhou visibilidade após a compra parcial da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
Na ocasião, Vorcaro não havia sido detido. A primeira prisão ocorreu em novembro de 2025, mês em que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Mesmo após a detenção, as presidências do Senado e da Câmara continuam sem instaurar a CPI solicitada por diferentes parlamentares.
Integrantes da defesa de Vorcaro afirmaram, em caráter reservado, desconhecer a suspeita e mencionaram que o episódio não consta na proposta de delação apresentada.
A oferta de colaboração premiada foi entregue pela defesa do banqueiro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República na terça-feira (6/5). Os dois órgãos avaliam agora se o material contém elementos que confirmem as declarações de Vorcaro. Caso julguem necessário, poderão solicitar informações adicionais antes de submeter o acordo à homologação do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal.
Com informações de Metrópoles
