O site Android Headlines divulgou nesta segunda-feira (27) as primeiras imagens e as principais especificações dos Galaxy Glasses, primeiros óculos inteligentes da Samsung, identificados internamente pelo codinome Jinju.
De acordo com a publicação, a fabricante sul-coreana optou por interação via comandos de voz e câmeras, sem telas embutidas, na versão inicial do acessório. A proposta é disponibilizar, ainda em 2026, um dispositivo leve que concorra com o modelo da Meta desenvolvido em parceria com a Ray-Ban.
O equipamento figura entre os primeiros a utilizar o sistema Android XR, criado em conjunto com o Google, e deve contar com integração nativa ao Gemini, ferramenta de inteligência artificial da big tech.
Segundo o site The Verge, o anúncio oficial pode ocorrer em breve, possivelmente durante o evento Google I/O, marcado para maio, ou no lançamento da próxima geração de celulares dobráveis da marca, previsto para o segundo semestre.
Para o processamento de dados e conexões Wi-Fi e Bluetooth 5.3, os Galaxy Glasses recebem a plataforma Snapdragon AR1, da Qualcomm. A captura de fotos e vídeos em alta resolução fica a cargo de sensores Sony IMX681 de 12 megapixels posicionados nas extremidades da armação.
Com aproximadamente 50 gramas, o design prioriza conforto e aparência semelhante a óculos convencionais, resultado de parcerias com marcas ópticas como Warby Parker e Gentle Monster. A reprodução de áudio utiliza alto-falantes de condução óssea instalados nas têmporas, permitindo ouvir notificações e respostas da IA sem obstruir os ouvidos.
A bateria interna de 155 mAh proporciona cerca de seis horas de uso contínuo, autonomia que pode chegar a 18 horas com o carregamento extra fornecido pelo estojo.
No software, o diferencial está no acesso nativo a serviços como Google Maps e Google Fotos, facilitando navegação e registro de momentos sem a necessidade de retirar o smartphone do bolso. A Samsung pretende explorar o fato de o Gemini oferecer mais recursos que a Meta AI em dispositivos Android, elevando a utilidade prática do acessório.
O preço estimado varia entre US$ 379 e US$ 499 (aproximadamente R$ 1,9 mil a R$ 2,5 mil em conversão direta). A estratégia da companhia é consolidar presença no segmento antes da entrada oficial de rivais como a Apple.
Para 2027, a empresa já planeja um segundo modelo, de codinome Haean, que deve adotar tela micro-LED integrada ao campo de visão do usuário. Essa versão premium, focada em experiências completas de realidade aumentada, poderá custar entre US$ 600 e US$ 900 (R$ 2,9 mil a R$ 4,4 mil).
Com informações de Olhar Digital
