O portal coreano ETNews informou que a Intel comunicou oficialmente aos principais clientes, nesta quinta-feira (19), que aplicará um aumento de 10% nos preços de quase toda a sua linha de processadores para computadores pessoais.
Segundo o Toms Guide, a decisão reflete a escassez de componentes e a forte demanda da inteligência artificial, cenário em que data centers absorvem grande parte da produção de semicondutores, reduzindo a oferta para dispositivos de consumo e elevando custos.
A empresa busca manter a lucratividade em meio à crise global no fornecimento de memórias RAM. Dados da Counterpoint Research apontam que, no primeiro trimestre, o preço das memórias subiu 180% em relação ao período anterior.
A pressão competitiva também é inédita. No mercado de desktops, a AMD alcançou 51% de participação. Além disso, o chip Snapdragon X2 Plus, da Qualcomm, e a estratégia da Apple com o MacBook Neo colocam a Intel em posição defensiva.
Para o consumidor final, a combinação do reajuste das CPUs com o encarecimento das memórias deve pesar no bolso. Analistas da TrendForce calculam que o custo de fabricação de um laptop pode chegar a 58% do valor total do produto, o que pode resultar em alta de até 40% nos preços de varejo dos notebooks tradicionais.
O Toms Guide acrescenta que fabricantes como a Samsung já adotaram medidas de emergência para controlar despesas, mesmo com o bom desempenho de vendas do Galaxy S26 Ultra. A tendência é que as marcas deixem de lado modelos de baixo custo para concentrar esforços em PCs premium e equipamentos com IA, segmentos de maior margem de lucro.
Com informações de Olhar Digital
