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Tocantins soma 1.089 registros de desaparecimento em 2026 e MPTO discute integração de órgãos

Entre 1º de janeiro e o início de março de 2026, o Tocantins contabilizou 1.089 boletins de ocorrência relacionados a pessoas desaparecidas. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (4) durante reunião do Grupo de Trabalho para Localização de Pessoas Desaparecidas, realizada na sede do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

O encontro reuniu representantes de segurança pública, saúde e assistência social para tratar de formas de agilizar o compartilhamento de informações sobre desaparecimentos e, consequentemente, acelerar a localização dos envolvidos.

A principal proposta debatida prevê a criação de um sistema de comunicação que permita o repasse imediato de dados a profissionais que atendem diretamente a população, como policiais, bombeiros, servidores de Unidades Básicas de Saúde, hospitais e equipes da assistência social.

De acordo com a promotora de Justiça Cynthia Assis de Paula, que coordena o Centro de Apoio Operacional do Consumidor, da Cidadania, dos Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid), a integração entre os órgãos é considerada essencial para aumentar a resolutividade dos casos. Ela salientou que os sistemas utilizados nas pontas de atendimento precisam evidenciar, de forma rápida, quando uma pessoa estiver cadastrada como desaparecida, o que, segundo ela, reforça a política pública voltada ao tema e garante a efetividade do sistema proposto.

Na fase inicial, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da Delegacia de Polícia Interestadual e de Capturas (Polinter), deverá encaminhar relatórios estruturados aos demais órgãos incluídos no atendimento. Caso uma pessoa registrada como desaparecida busque atendimento em saúde ou assistência social, o sistema indicará o status, permitindo comunicação imediata à Polícia Civil para início dos procedimentos de localização.

Os participantes também discutiram a possibilidade de, em médio prazo, ampliar o acesso ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) por meio do login Gov.br, abrindo consultas a órgãos que não fazem parte diretamente das forças de segurança. O Ministério da Justiça avalia a liberação desse acesso.

Desde o início de 2026, o sistema nacional voltado a pessoas desaparecidas passou por ampliação para permitir maior participação de diferentes forças. Na reunião, Gesaias Ciriaco Nascimento, da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, apresentou as funcionalidades da plataforma e discutiu formas de ampliar o compartilhamento de informações em rede.

O grupo definiu que detalhes técnicos sobre quais órgãos receberão os relatórios e como ocorrerá o processamento dos dados serão tratados em nova reunião agendada para 12 de março, às 9h, na sede do Ministério Público. Após esse alinhamento, a intenção é firmar um termo de cooperação técnica que estabeleça as responsabilidades pelo envio e recebimento das informações.

Participaram do encontro representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Instituto de Identificação, Instituto de Medicina Legal, Guarda Metropolitana de Palmas, Corpo de Bombeiros Militar e gestores das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

Com informações de Sou de Palmas

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