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Vorcaro diz à PF que não recebeu ajuda política na venda do Banco Master ao BRB

Em depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025, o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou à Polícia Federal que não contou com apoio de agentes políticos para viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Ele argumentou que, se houvesse recebido esse tipo de auxílio, a operação não teria sido recusada pelo Banco Central (BC), sua prisão não teria ocorrido e ele não estaria usando tornozeleira eletrônica.

A oitiva integra o inquérito que apura suspeita de fraude bilionária envolvendo o banco. No mesmo dia 29 de janeiro de 2026 em que Vorcaro concedeu o depoimento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli retirou o sigilo dos vídeos das oitivas de Vorcaro, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino.

Durante o interrogatório, a delegada da PF Janaina Palazzo questionou se “amigos políticos” do banqueiro tentaram facilitar a transação com o BRB. Vorcaro afirmou que possuía relações em diversos poderes, mas sustentou que nenhum desses contatos interferiu no processo.

O empresário lembrou que o BC rejeitou a compra do Master pelo BRB em setembro de 2025 ao apontar riscos na operação. Dois meses depois, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Compliance Zero e, no mesmo período, o BC determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele ressaltou que a proposta de venda havia sido estruturada tecnicamente dentro do BC e destacou que o prejuízo atingiu não apenas sua empresa, mas o sistema financeiro.

Vorcaro relatou ter conversado “em algumas poucas oportunidades” com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a tentativa de aquisição. Segundo ele, ambos chegaram a se visitar em suas residências, mantendo diálogos de caráter institucional. Ao ser perguntado sobre a frequência de visitas de outros parlamentares a sua casa, o empresário disse não conseguir listar nomes e considerou a questão sem relação com o inquérito.

Ibaneis Rocha afirmou ao portal UOL, em 23 de janeiro, que nunca tratou da transação diretamente com Vorcaro, indicando que todas as negociações foram conduzidas pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Com informações de Gazeta do Povo

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