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Três vítimas do desabamento da Ponte JK continuam desaparecidas e famílias aguardam indenização

Três pessoas seguem desaparecidas após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA). O colapso ocorreu em 22 de dezembro de 2024, por volta das 14h50, quando o vão central cedeu e parte da estrutura caiu no rio Tocantins, lançando ao fundo três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões. Dois desses veículos transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois levavam 22 mil litros de defensivos agrícolas.

O acidente provocou 14 mortes, três desaparecimentos e deixou um ferido. Permanecem sem localização Salmon Alves Santos, 65 anos; Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos; e Gessimar Ferreira da Costa, 38 anos. Felipe viajava com os avós Salmon e Alessandra Ribeiro, cujo corpo foi encontrado durante as buscas.

Os trabalhos de procura foram realizados até 29 de janeiro de 2025, quando a Marinha do Brasil informou ter atingido o limite técnico-operacional das operações. Questionados sobre uma possível retomada das buscas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Marinha e o Corpo de Bombeiros do Tocantins não responderam até a última atualização desta reportagem.

Familiares relataram expectativa e angústia diante da ausência de respostas. A irmã de Salmon, Maristelia Alves Santos, afirmou que o ciclo permanece aberto e que a família não sabe a quem recorrer.

O DNIT declarou não haver prazo definido para pagamento de indenizações. Segundo a autarquia, as demandas estão judicializadas e tramitam em diferentes frentes, envolvendo ações individuais, coletivas e iniciativas do Ministério Público. A nota do órgão menciona a possibilidade de mutirões para acordos e esclarece que qualquer quitação dependerá do andamento processual e de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs, após decisão definitiva.

Advogada de empresas e pescadores afetados, Melissa Fachinello divulgou novos trechos de imagens registradas por câmeras de segurança de caminhões que afundaram no rio. Ela argumentou que o DNIT ainda não iniciou indenizações a pescadores e classificou o episódio como resultado de falta de manutenção, fiscalização e responsabilidade.

Construída em 1960, a Ponte JK passara pela última grande reforma entre 1998 e 2000 e era alvo de reclamações de usuários. Laudo da Polícia Federal apontou que a queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos. Moradores haviam alertado autoridades sobre a situação antes do colapso, que ocorreu enquanto o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), registrava imagens para denunciar problemas na estrutura.

O que restou da ponte foi implodido em fevereiro de 2025. As obras da nova travessia na BR-226 começaram em seguida, e a substituta foi inaugurada em 22 de dezembro de 2025.

Com informações de G1

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