A Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, ingressou na Justiça para tentar barrar uma campanha de arrecadação considerada fraudulenta na plataforma Vakinha. O perfil utiliza o nome do município e exibe a imagem de uma moradora de Ubá que, durante as recentes chuvas, ficou três horas agarrada a um poste para sobreviver.
O Executivo municipal informou que não mantém qualquer conta na Vakinha e classificou a iniciativa como golpe. Em nota, o órgão repudiou a disseminação de notícias falsas e solicitou que a população evite doações por links não verificados, contribuindo para interromper o compartilhamento dessas mensagens.
As chuvas que atingiram a região deixaram, segundo registros iniciais, pelo menos 28 mortos em Juiz de Fora e Ubá. A administração municipal acrescentou que o total de vítimas ultrapassa 60 pessoas na cidade, além de centenas de desabrigados.
Para centralizar as contribuições, o município disponibilizou uma chave Pix oficial (contribua@pjf.mg.gov.br) vinculada ao Banco do Brasil, agência 2592-5, conta corrente 77149-X. De acordo com a prefeitura, os recursos permanecem em conta aberta, com saldo divulgado diariamente.
Com o valor arrecadado, já foi iniciado processo emergencial de compra de itens de higiene pessoal e roupas íntimas, que não fazem parte do estoque habitual do município, mas se tornaram necessários diante da calamidade. A administração garantiu que a aquisição e a distribuição desses materiais serão conduzidas com transparência, atendendo abrigos públicos e pessoas acolhidas por familiares ou amigos. Segundo o órgão, a criação do Pix busca facilitar doações de todo o país e funcionar como contraponto a fraudes que começaram a aparecer nas redes sociais.
Com informações de Metrópoles
