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Partido Missão prevê recorrer a métodos de Alexandre de Moraes contra facções e promete ajuste fiscal rigoroso

O partido Missão, recém‐registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e novidade nas eleições de 2026, planeja disputar a Presidência da República com um programa que reúne combate intenso ao crime organizado, restrição ao uso de emendas parlamentares e fundos partidários para compra de votos e um ajuste fiscal considerado severo. As informações foram apresentadas por Renan Santos, 41 anos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente da legenda, em entrevista concedida em novembro por videoconferência.

Santos afirmou que a principal proposta de segurança pública consiste em empregar, contra facções criminosas como o Comando Vermelho, os mesmos instrumentos jurídicos já utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes em inquéritos envolvendo militantes bolsonaristas. Segundo o pré‐candidato, a inspiração vem dos princípios do “direito penal do inimigo”, que prevê tratamento diferenciado a indivíduos considerados ameaça ao Estado. Ele declarou que, se eleito, pretende submeter novo arcabouço legal ao Congresso e espera colaboração do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse modelo, o quadro organizacional, financiadores e executores das facções seriam identificados com base em quebras de sigilo já disponíveis na legislação. A promessa é adotar punições rápidas e rígidas, alegando que medidas similares provaram eficiência nos processos conduzidos pelo ministro do STF.

No campo político, o líder da Missão defendeu alterar a dinâmica de distribuição de emendas e de recursos dos fundos eleitoral e partidário. A proposta é condicionar repasses ao desempenho de prefeitos e governadores em indicadores de educação, saúde e segurança, além de atrelar o recebimento de verbas pelas siglas ao desempenho de seus eleitos. Para Santos, a mudança reduziria o poder do Centrão ao limitar mecanismos de compra de apoio eleitoral.

Na economia, o dirigente avaliou que “o Brasil vai quebrar a partir de 2027” caso não sejam executadas reformas abrangentes. Ele anunciou a intenção de promover um “super ajuste” que não pouparia programas sociais, bem como uma reforma administrativa com foco em municípios. Segundo ele, essas medidas, associadas à ofensiva contra as facções, compõem as três principais ações estruturantes do plano de governo.

Santos relatou ainda que o partido se apresenta como uma legenda de direita voltada a uma “ruptura geracional” liderada por millennials nascidos após 1980, diferenciando‐se da direita ligada ao ex‐presidente Jair Bolsonaro, que classificou como “performática”. Citou influências de autores como Raymundo Faoro, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, além da direita tecnológica dos Estados Unidos, do movimento tenentista e da Revolução Constitucionalista de 1932.

O presidente da Missão também declarou que pretende buscar inspiração no combate ao crime adotado por Nayib Bukele em El Salvador e, na área econômica, em reformas propostas por Javier Milei na Argentina. Paralelamente, elogiou a disposição do ex‐presidente norte‐americano Donald Trump em formar novas lideranças.

Ao comentar o eleitorado, Santos reconheceu dificuldade em atrair eleitores dependentes de benefícios assistenciais, mas disse ver espaço entre trabalhadores do setor privado, inclusive em regiões metropolitanas do Nordeste. Acrescentou que a legenda defende nacionalismo, incentivo à família nuclear, eventual desenvolvimento de armamento nuclear e um estatuto específico para a liberdade de expressão, com ressalva de que não haverá propaganda para organizações criminosas durante o período que chamou de “guerra” contra essas facções.

O dirigente concluiu que concorre à Presidência por considerar ter o “melhor projeto” e por acreditar possuir qualidades que, segundo ele, faltam aos adversários.

Com informações de Gazeta do Povo

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