A modelo e influenciadora fitness australiana Sarah Lloyd, de 25 anos, afirmou nas redes sociais ter interrompido uma aula de pilates depois de experimentar um orgasmo durante um exercício abdominal, fenômeno conhecido como coreorgasmo.
Acostumada a treinar diariamente, ela relatou que entrou em pânico ao sentir o clímax enquanto realizava elevações de perna em uma sessão coletiva. Segundo Sarah, cerca de dez repetições foram suficientes para provocar formigamento no corpo, aumento da sudorese e uma sensação semelhante à vivenciada em relações sexuais, o que a levou a deixar a sala receosa de que a respiração ofegante chamasse atenção.
A influenciadora disse ter descoberto “por acaso” o que chamou de técnica mágica para o orgasmo, mas confessou temer repetir o movimento.
O termo coreorgasmo ganhou notoriedade em 2011, quando um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, indicou que mais de um terço das 370 mulheres entrevistadas, com idades entre 18 e 63 anos, já havia passado pela experiência; 60% relataram prazer sexual durante atividades físicas.
A pesquisa associou o fenômeno à estimulação dos músculos do core, grupo formado por 29 pares musculares responsáveis pela estabilização da bacia, da pélvis e do abdômen, envolvendo abdominais, oblíquos, lombares e glúteos.
O terapeuta sexual André Almeida, em declaração anterior à coluna, afirmou que o coreorgasmo é possível mesmo na ausência de estímulos eróticos. Ele explicou que o orgasmo feminino depende da musculatura circunvaginal, parte do assoalho pélvico, com o clitóris atuando como gatilho para a contração desses músculos.
Com informações de Metrópoles
