Brasília — A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal mesmo após a alta hospitalar prevista para esta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, provocou reação imediata de parlamentares da oposição.
Críticas nas redes sociais
Nas redes, aliados afirmaram que Moraes foi “insensível” ao negar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa, que citava laudos médicos, necessidade de cuidados contínuos e crises de soluço persistentes.
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro de “tortura” e disse que o pai corre risco de sofrer um acidente vascular cerebral. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, falou em “perseguição” e declarou que “Deus está vendo tudo”.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) escreveu que Moraes “cumpre uma missão” ao negar a domiciliar, enquanto a deputada Carol de Toni (PL-SC) classificou a medida como continuidade de “perseguição política”.
Já o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que o ministro impôs uma pena “banida da Constituição” e ironizou um contrato milionário do escritório de advocacia da esposa de Moraes com o Banco Master. O colega Bibo Nunes (PL-RS) disse que manter um idoso com saúde fragilizada atrás das grades “ultrapassa qualquer limite de humanidade”.
Argumentos do STF e da defesa
No despacho, Moraes alegou ausência de fato novo e citou laudo médico que aponta “melhora clínica” do ex-presidente após cirurgias eletivas. A defesa sustenta que o pós-operatório exige monitoramento que não pode ser oferecido na prisão e lembra que benefício semelhante foi concedido ao ex-presidente Fernando Collor.
Imagem: Andre Borges
Pedidos de prisão domiciliar em favor de Bolsonaro já haviam sido rejeitados em 22 de novembro e 19 de dezembro. Ao negar a nova solicitação, Moraes reiterou não haver agravamento do quadro de saúde.
Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a realização de procedimentos cirúrgicos, e deverá retornar à carceragem da PF assim que receber alta.
Com informações de Gazeta do Povo
