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Disparada de casos de sarampo leva Global Virus Network a emitir alerta internacional

A Global Virus Network (GVN) divulga alerta sobre o avanço recente do sarampo nos Estados Unidos e em outros países, mencionando riscos para a saúde pública e para o status de eliminação da doença em regiões que vinham registrando baixa transmissão. A rede reúne especialistas em virologia humana e animal de mais de 90 centros de excelência e afiliados distribuídos por mais de 40 nações, com foco em pesquisa, colaboração científica e preparação para pandemias.

O sarampo permanece entre as enfermidades virais mais contagiosas conhecidas e pode ser letal, sobretudo em crianças não vacinadas. A GVN frisa que a doença é totalmente evitável por meio de uma vacina considerada altamente eficaz e com histórico de segurança desde a década de 1960.

Em 2025, os Estados Unidos registram o maior número de casos de sarampo em mais de três décadas: mais de 2.242 confirmações alcançam 45 estados, com pelo menos 11% dos pacientes necessitando de hospitalização. Entre os registros estão ocorrências em crianças pequenas e três óbitos, resultado que supera largamente os anos anteriores.

Dados coletivos sugerem que os surtos devem prosseguir no início de 2026. A Carolina do Sul, por exemplo, relata centenas de casos ativos em focos localizados. Autoridades de saúde pública alertam que o país pode perder o status de eliminação, repetindo cenário vivido pelo Canadá caso a transmissão não seja contida.

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) classifica o total de 2025 como retomada significativa da doença em relação a períodos anteriores. Boa parte dos surtos é associada à baixa cobertura vacinal e a viagens internacionais, fatores que reintroduzem o vírus em comunidades com proteção insuficiente.

Para o professor Scott Weaver, diretor de um Centro de Excelência do GVN na University of Texas Medical Branch, o sarampo em qualquer local representa ameaça global. Segundo ele, os surtos evidenciam desafios na manutenção de altas taxas de imunização infantil e vulnerabilidades nos sistemas de saúde pública.

O crescimento dos casos não se restringe ao território norte-americano. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam, em 2024, estimativa de 95 mil mortes por sarampo em todo o mundo, a maioria envolvendo crianças menores de cinco anos não vacinadas ou com esquema incompleto. A entidade reforça que a vacina é segura, de baixo custo e ainda enfrenta barreiras de acesso e adesão em diversas regiões.

A professora Heidi Larson, diretora do Vaccine Confidence Project da London School of Hygiene & Tropical Medicine e integrante do conselho do GVN, considera essencial reforçar a imunização de rotina, a vigilância e a educação pública para evitar novos surtos. Ela afirma que a vacina tríplice viral (MMR) é comprovadamente segura e eficaz e constitui a principal defesa contra o vírus.

A rede recomenda que governos, profissionais de saúde e agências públicas promovam e facilitem a vacinação MMR de crianças e adultos não imunizados, fortaleçam sistemas de vigilância capazes de detectar e responder rapidamente a surtos, combatam a desinformação com comunicação baseada em evidências e apoiem esforços globais de imunização. A GVN conclui que a combinação de alta cobertura vacinal e monitoramento contínuo é fundamental para impedir o restabelecimento sustentado do sarampo em países que já haviam controlado a enfermidade.

Com informações de Olhar Digital

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