O advogado Jeffrey Chiquini protocolou em 13/01/2026, no Supremo Tribunal Federal, um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O processo foi distribuído ao ministro André Mendonça.
Na petição, Chiquini alegou risco concreto de fuga, afirmando que uma eventual saída do país durante a fase avançada das investigações prejudicaria a aplicação da lei penal. O advogado também afirmou existirem indícios de envolvimento de Lulinha em um esquema de fraudes relacionadas a descontos associativos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apurado pela Polícia Federal.
Segundo o documento, testemunhas mencionaram o nome do investigado e relatórios da Polícia Federal indicaram participação direta do filho do presidente nas supostas irregularidades. Chiquini acrescentou que, de acordo com informações divulgadas na imprensa, Lulinha teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais de pessoas ligadas ao esquema.
O pedido citou os artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal para sustentar a necessidade da medida, principalmente para garantir a aplicação da lei penal. A petição solicitou ainda que o Ministério Público seja ouvido em caráter de urgência sobre o assunto.
Procurado para comentar, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo de Lulinha e da família, declarou que ver qualquer vínculo entre o investigado e o chamado “careca do INSS” seria, nas palavras dele, um exercício de imaginação. Ele atribuiu o pedido a uma tentativa de atingir a honra do filho do presidente, assim como o chefe do Executivo e o governo.
Com informações de Gazeta do Povo
